Jornal do Brasil

Quarta-feira, 1 de Outubro de 2014

Esportes - JB na Copa

Opostos, Espanha e Holanda repetem na Bahia última final

Portal TerraLeandro Miranda

Um time é experiente e vitorioso, manteve sua base desde a última Copa, aposta tudo na posse de bola e tem sua escalação envolta pelo mistério. O outro é jovem e ambicioso, passou por grande renovação, vai jogar no contra-ataque e tem praticamente confirmados os 11 titulares. Espanha e Holanda não poderiam estar em extremos mais opostos para suas estreias na Copa do Mundo de 2014, nesta sexta-feira (13), às 16h (de Brasília), em Salvador, na partida que reedita logo de cara a decisão do último Mundial – algo inédito na história da competição.

Se em 2010 a final foi equilibrada e decidida na prorrogação, desta vez a Espanha larga como clara favorita. Ainda com a maior parte da geração talentosíssima que conquistou as Eurocopas de 2008 e 2012, além do Mundial da África do Sul, o time comandado por Vicente del Bosque já sabe como vai jogar: com muito toque de bola no meio, buscando cansar o adversário e encontrar brechas para fazer um ou dois gols com tabelas rápidas.

Se o estilo está definido, a escalação ainda não. Del Bosque não deu indicações de time titular em nenhum dos treinos abertos à imprensa desde sua chegada ao Brasil, e há dúvidas principalmente no meio-campo e no ataque. A tendência é que ele escale os jogadores mais experientes, como Xavi e Xabi Alonso, e o grande ponto de interrogação é a presença de Diego Costa desde o início ou a utilização de Fabregas na função de centroavante.

"Quase todos os jogadores que temos aqui fizeram historia na seleção, têm jogado bem, com participação ativa em seus clubes. Mas não podemos nos qualificar como seleção veterana. É uma seleção madura, não temos medo de nada. Eles (jogadores) não estão aqui por tudo o que fizeram, mas pelo que podem fazer neste Mundial", disse Del Bosque.

Do outro lado, a Holanda de Louis van Gaal tem poucos rostos familiares da última Copa. O trio ofensivo de Van Persie, Robben e Sneijder é mundialmente consagrado, mas do meio para trás, o que se vê é um time rejuvenescido e com pouca experiência fora do futebol holandês: dos cinco defensores e o goleiro, por exemplo, apenas o zagueiro Vlaar atua fora do país, no Aston Villa, daInglaterra.

Sim, está correto: cinco defensores. A Holanda vai encarar a Espanha com um sistema de três zagueiros e dois alas que voltam muito para marcar, um formato relativamente novo, introduzido por Van Gaal nos amistosos de preparação pré-Copa. A estratégia será fechas os espaços, apertar a marcação e usar a velocidade e a qualidade do trio de frente para puxar os contra-ataques.

"Alguns técnicos não gostam de mostrar a escalação, mas eu não", disse Van Gaal. "Eles (Espanha) são os líderes do ranking, nós estamos em 15º. É importante jogar de forma compacta quando eles estiverem com a bola. Quando nós tivermos a bola, vamos procurar ir para frente. Não será fácil, tem a defesa deles também. Mas somos competentes para isso".

Em um Grupo B que também conta com uma seleção chilena que pode surpreender, Espanha e Holanda sabem que qualquer ponto perdido será perigosíssimo. A Arena Fonte Nova verá um duelo de estilos e ideologias diferentes, mas que prometem fazer jus à reedição da partida que definiu o último campeão mundial.

Tags: copa do mundo, Europa, futebol, jogo, Salvador

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