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Internacional

Egito abre a fronteira com Gaza no mês do Ramadã

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O governo do Egito determinou a abertura da fronteira com Gaza durante um mês por ocasião do Ramadã, após os protestos que terminaram com quase 60 moradores da Faixa de Gaza mortos por soldados israelenses na cerca que separa Israel do território palestino.

O presidente Abdel Fatah al-Sissi anunciou na quinta-feira à noite em sua página no Facebook que a decisão foi tomada para "aliviar o sofrimento" dos habitantes do território palestino.

Mulher palestina agita bandeira nacional perto da fronteira entre a Faixa de Gaza e Israel

A Faixa de Gaza está submetida a um bloqueio israelense há mais de 10 anos. A fronteira com o Egito permaneceu fechada na maior parte do tempo nos últimos anos por motivos de segurança.

Normalmente, a fronteira entre Egito e Gaza fica aberta poucos dias ao ano. Um período tão longo não é comum.

O anúncio de Al-Sissi acontece depois das mortes de 59 palestinos por tiros de soldados israelenses na segunda-feira, durante um protesto na fronteira. O ministério egípcio das Relações Exteriores chamou as vítimas de "mártires".

Um total de 114 moradores de Gaza morreram em protestos e confrontos desde 30 de março, enquanto aumentava a tensão antes da polêmica inauguração, no dia 14 de maio, da embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém.

O Egito mantém relações tanto com Israel como com o movimento islamita Hamas - que governa a Faixa de Gaza - o que dá ao Cairo um papel chave na tentativa de reduzir a tensão entre os dois lado e aliviar a pressão sobre os dois milhões de habitantes deste território palestino.

O líder do Hamas, Ismail Haniya, fez uma rápida visita no domingo ao Egito, onde se reuniu com o diretor do serviço de inteligência, Abas Kamel.

Agência AFP


Tags: conflito, disputa, geopolítica, israel, mortes, palestina, terra, território

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