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Sábado, 23 de Junho de 2018 Fundado em 1891

Internacional

Em meio a protestos na Armênia, Rússia aparece como mediadora

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O protesto contra o governo continuava nas ruas da Armênia, nesta quinta-feira (26), após a convocação do opositor Nikol Pachinian, que exige uma "rendição" do partido no poder, enquanto a Rússia, até agora afastada da crise, começa a se estabelecer como mediadora.

O vice-primeiro-ministro armênio, Armen Guevorkian, foi a Moscou nesta quinta-feira (26) para "consultas de trabalho" e deve voltar à noite para a Armênia, indicou à AFP um porta-voz do governo armênio, sem dar mais explicações.

O ministro armênio das Relações Exteriores, Edouard Nalbandian, também estava em Moscou para consultas, nesta quinta-feira, de acordo com uma fonte diplomática citada pela agência de imprensa russa Interfax.

O anúncio surge depois de o presidente russo, Vladimir Putin, ter falado por telefone, ontem, com seu colega armênio, Armen Sarkisian. Na conversa, ambos defenderam que "todas as forças políticas (na Armênia) mostrem moderação e responsabilidade".

Já o deputado e opositor de muitos anos Pachinian foi recebido na quarta-feira na embaixada da Rússia nesta ex-república soviética do Cáucaso do Sul - informa um comunicado da missão diplomática russa. Desde 13 de abril ele mobiliza milhares de pessoas para protestar contra o primeiro-ministro Serzh Sarkisian e contra seu Partido Republicano na capital, Erevan.

"A parte russa convocou os organizadores das manifestações a um diálogo construtivo com as autoridades no lugar e com as outras forças políticas", diz o comunicado, ressaltando que "a situação deve ser regulada unicamente no âmbito constitucional e no interesse de todos os cidadãos da Armênia".

Até agora, Moscou se manteve afastada da crise que levou à renúncia do premiê Serzh Sarkisian, depois de 11 dias de protestos, alegando se tratar de um "problema interno armênio". A Rússia absorve cerca de um quarto das exportações armênias e conta com uma base militar no país.

Já os manifestantes armênios que protestavam contra o partido no poder se preparavam, hoje, para bloquear ruas e estradas em Erevan convocados por Pachinian. Sua candidatura para o posto de primeiro-ministro deve ser proposta nos próximos dias pelo bloco opositor Yelk.

À tarde, também está programada uma grande manifestação na praça da República, no centro de Erevan.

mkh-mp/nm/cr/gh.zm/tt

Agência AFP


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