Jornal do Brasil

Quarta-feira, 22 de Novembro de 2017

Internacional

Democrata propõe exame psiquiátrico para tirar Trump da Casa Branca

Sputnik

A congressista democrata Zoe Loefgren apresentou nesta sexta-feira (18) ao Congresso dos Estados Unidos uma resolução que, se aprovada, pode obrigar o presidente norte-americano Donald Trump a passar por um exame médico e psiquiátrico, informou o The Mercury News.

Em sua proposta, a parlamentar diz que é necessário saber se Trump está capacitado para seguir no comando dos EUA. Se isto não for atestado, o vice-presidente do país, Mike Pence, e os demais membros do gabinete de Trump poderiam evocar a Emenda 25 da Constituição do país, que prevê a saída de presidentes por "incapacidade".

"O presidente Donald J. Trump exibiu um padrão alarmante de comportamento e fala causando preocupação de que um distúrbio mental possa tê-lo tornado impróprio e incapaz de cumprir seus deveres constitucionais", diz a resolução da democrata.

"O presidente Donald J. Trump exibiu um padrão alarmante de comportamento", diz resolução
"O presidente Donald J. Trump exibiu um padrão alarmante de comportamento", diz resolução

A iniciativa da parlamentar insta ainda que o gabinete de Trump garanta "rapidamente os serviços de profissionais médicos e psiquiátricos para examinar o presidente […] para determinar se o presidente sofre de desordem mental ou outra lesão que prejudica suas habilidades e o impede de cumprir seus deveres constitucionais".

Em nota, o gabinete de Loefgren questionou se Trump tinha "demência no estágio inicial" ou se "o estresse do escritório agrava um controle de impulso incapacitante da doença mental". "Eu não sou psiquiatra ou psicóloga", disse Lofgren em uma entrevista na sexta-feira. "Se fosse uma doença física, você receberia o conselho dos médicos. O mesmo deve ser verdade para dar uma olhada em sua estabilidade aqui", completou.

A 25ª Emenda da Constituição dos EUA afirma que o vice-presidente e a maioria do gabinete podem remover temporariamente o presidente do cargo declarando-o "incapaz de cumprir os poderes e deveres de seu cargo" em uma carta ao Congresso. O vice-presidente tornaria-se então o presidente interino.

Se o presidente se opuser a uma remoção do mandatário, o debate segue para o Congresso. Um voto de maioria de dois terços em ambas as câmaras do Congresso é obrigado a manter o presidente fora do cargo. Por enquanto, a Casa Branca não se pronunciou sobre a iniciativa.

Sputnik

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