Jornal do Brasil

Sexta-feira, 18 de Agosto de 2017

Internacional

China parece pronta a comprar tudo, mesmo mísseis, com marca de Ivanka Trump

Sputnik

A empresa de Ivanka Trump, filha do presidente dos EUA, recebeu a permissão do governo da China para vender seus artigos no país sob três marcas comerciais, comunica a AP.

O economista Vladimir Rozhanovsky comunicou ao serviço russo da rádio Sputnik que as autoridades chinesas irão ao encontro da empresa da filha do presidente norte-americano se isso reforçar as relações entre Washington e Pequim.

Segundo a AP, Ivanka Trump recebeu autorização para vender sob marcas comerciais ligadas à venda de joias, bolsas e prestação de serviços de spa. Foi acrescentado que a permissão de Pequim foi obtida ainda em 6 de abril, no dia do encontro entre Donald Trump e Xi Jinping. Do jantar dos líderes participaram Ivanka e seu marido e conselheiro presidencial Jared Kushner.

Segundo a informação do canal CBS News, o antigo conselheiro da Casa Branca para questões jurídicas Richard Painter acredita que Ivanka Trump se "arrisca a violar a lei".

"Na China todos acompanharam com horror a campanha pré-eleitoral de Trump, esperando quase o fim do mundo. As autoridades chinesas estão fazendo tudo para que os EUA não classifiquem a China como, por exemplo, um manipulador monetário, e não comecem a evacuação dos negócios norte-americanos do país. Mas aqui surge Ivanka Trump com umas quaisquer marcas, bolsas e joias – vendam tanto quanto quiserem", acrescentou Vladimir Rozhankovsky ao serviço russo da rádio Sputnik.

Entretanto, o analista pensa que com Trump irá aparecer e se expandir um fenômeno politicamente tão negativo como o favoritismo.

?"Os conselheiros são a fraqueza de Trump. Ele não tem experiência internacional suficiente e as lacunas são supridas por pessoas que, possivelmente, não deviam fazer isso", informou Vladimir Rozhankovsky.

?Segundo ele, o favoritismo é um fenômeno que afeta negativamente a política. Existe o gabinete oficial, a administração, o parlamento. Aí estão as pessoas que se ocupam da política. E todos os outros, segundo Rozhanovsky, devem fazer negócios.

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Tags: Relações, internacional, prestaçao de serviço, russo, trump, vendas

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