Jornal do Brasil

Quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

Internacional

Presidente ucraniano espera assinar cessar-fogo amanhã

Agência ANSA

O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, disse que amanhã (05) deverá ser assinado o plano de cessar-fogo entre a Ucrânia e representantes russos e dos rebeldes. "Amanhã, em Minsk, deve ser firmado o documento que prevê as etapas para a aplicação do plano paz para a Ucrânia. O ponto chave é um cessar-fogo", disse o líder ucraniano aos jornalistas antes da reunião da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) nesta quinta-feira (04).

A reunião na Bielorrússia contará, além das presenças de russos e ucranianos, de observadores da Organização para a Segurança e Cooperação da Europa (Osce). Várias lideranças internacionais - e até mesmo o primeiro-ministro da Ucrânia, Arseni Iatseniuk - desconfiam das reais intenções do plano proposto pelo presidente russo, Vladimir Putin.

Para hoje também está marcada uma reunião entre Poroshenko e os presidentes dos países-membros do G5: Estados Unidos, Itália, Alemanha, Grã-Bretanha e França.

O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, afirmou antes do encontro que espera que Putin tenha ações e não fique só nas palavras. "Espero que um efetivo e duradouro cessar-fogo possa ser realizado com base nas conversas do presidente Poroshenko com o presidente Putin - que por sua vez deve trazer fatos e não palavras", ressaltou o premier italiano.

Já o ministro russo do Exterior, Sergei Lavrov, afirmou que os Estados Unidos apoiam o "partido da guerra" de Kiev e não se mostram mais disponíveis para uma solução política para o conflito. A referência de Lavrov vai ao encontro com as reclamações de Iatseniuk sobre o plano proposto pela Rússia. Para ele, o premier ucraniano é um "representante" de Washington.

O programa apresentado por Putin é dividido em sete itens: interrupção do avanço militar das milícias separatistas, retirada das Forças Armadas de Kiev, controle e monitoramento internacional do cessar-fogo, exclusão do uso de aviões de combate contra civis, troca de prisioneiros e reféns em uma fórmula "todos por todos", criação de um corredor humanitário e acesso direto das unidades de reconstrução às infraestruturas sociais e de transporte.

Apesar do plano de paz, fontes ucranianas dizem que "numerosas explosões" estão sendo sentidas próximas ao porto de Mariupol, uma das áreas de conflito entre o governo de Kiev e os rebeldes.(A

Tags: crise, EUA, política, russia, ucranianos

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