Jornal do Brasil

Sábado, 24 de Fevereiro de 2018 Fundado em 1891

Internacional

Egito nega envolvimento com ataques na Líbia

NYT diz que país fez ataques aéreos contra milícias

Agência ANSA

A Líbia está vivendo mais um dia de caos nesta terça-feira (26). Após a formação de duas Assembleias Parlamentares e a nomeação de dois premiers, chegam informações de novos confrontos entre milícias islâmicas, ao mesmo tempo em que o Egito nega a acusação de ter organizado ataques, junto com os Emirados Árabes, contra jihadistas em Trípoli. 

Pela segunda vez nos últimos sete dias, Egito e Emirados Árabes se uniram em segredo para conduzir ataques aéreos contra milícias islâmicas na Líbia, de acordo com fontes do governo norte-americano citadas pelo jornal "The New York Times". Os funcionários de Washington também disseram que o governo de Barack Obama foi surpreendido com a notícia, mas que o Egito negou a operação. Os EUA são contrários aos ataques aéreos, pois acreditam que eles podem exacerbar os ânimos no país. Na prática, a Líbia atualmente está dividido em três. A capital Trípoli está nas mãos dos pró-islâmicos de Misrata. Já a cidade de Bengasi integra o "califado" formado pelo grupo Ansar al-Sharia, enquanto o município de Tobruk tem servido de exílio para o Parlamento eleito há dois meses.    

Ontem, porém, o Congresso Geral Nacional (GNC) da Líbia, oficialmente dissolvido pelas eleições do último mês de junho, voltou a se reunir em Tripoli, a pedido das milícias de Misrata, que assumiram o controle do aeroporto da capital da nação africana. A reunião do GNC elegeu Omar al Hasi como primeiro-ministro interino do país. Em Tobruk, o líder do governo provisório, Abdallah al-Thani, não economizou críticas ao GNC. Para ele, a votação foi "ilegal". "O único corpo legislativo é o Parlamento eleito em 25 de junho", afirmou, enquanto as milícias de Misrata assaltavam e colocavam fogo em sua casa, na capital. A Líbia anunciou que pedirá uma intervenção do Conselho de Segurança das Nações Unidas no próximo dia 27 de agosto. "Não é um pedido de ação militar, mas que a ONU cumpra sua missão", disse o Ministério das Relações Exteriores do país. 

Tags: Barack Obama, Egito, Estados Unidos, guerra, tobruk

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