Jornal do Brasil

Terça-feira, 21 de Outubro de 2014

Internacional

Egito nega envolvimento com ataques na Líbia

NYT diz que país fez ataques aéreos contra milícias

Agência ANSA

A Líbia está vivendo mais um dia de caos nesta terça-feira (26). Após a formação de duas Assembleias Parlamentares e a nomeação de dois premiers, chegam informações de novos confrontos entre milícias islâmicas, ao mesmo tempo em que o Egito nega a acusação de ter organizado ataques, junto com os Emirados Árabes, contra jihadistas em Trípoli. 

Pela segunda vez nos últimos sete dias, Egito e Emirados Árabes se uniram em segredo para conduzir ataques aéreos contra milícias islâmicas na Líbia, de acordo com fontes do governo norte-americano citadas pelo jornal "The New York Times". Os funcionários de Washington também disseram que o governo de Barack Obama foi surpreendido com a notícia, mas que o Egito negou a operação. Os EUA são contrários aos ataques aéreos, pois acreditam que eles podem exacerbar os ânimos no país. Na prática, a Líbia atualmente está dividido em três. A capital Trípoli está nas mãos dos pró-islâmicos de Misrata. Já a cidade de Bengasi integra o "califado" formado pelo grupo Ansar al-Sharia, enquanto o município de Tobruk tem servido de exílio para o Parlamento eleito há dois meses.    

Ontem, porém, o Congresso Geral Nacional (GNC) da Líbia, oficialmente dissolvido pelas eleições do último mês de junho, voltou a se reunir em Tripoli, a pedido das milícias de Misrata, que assumiram o controle do aeroporto da capital da nação africana. A reunião do GNC elegeu Omar al Hasi como primeiro-ministro interino do país. Em Tobruk, o líder do governo provisório, Abdallah al-Thani, não economizou críticas ao GNC. Para ele, a votação foi "ilegal". "O único corpo legislativo é o Parlamento eleito em 25 de junho", afirmou, enquanto as milícias de Misrata assaltavam e colocavam fogo em sua casa, na capital. A Líbia anunciou que pedirá uma intervenção do Conselho de Segurança das Nações Unidas no próximo dia 27 de agosto. "Não é um pedido de ação militar, mas que a ONU cumpra sua missão", disse o Ministério das Relações Exteriores do país. 

Tags: Barack Obama, Egito, Estados Unidos, guerra, tobruk

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