Jornal do Brasil

Sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

Internacional

Síria se dispõe a colaborar na luta contra Estado Islâmico

Agência ANSA

A Síria anunciou nesta segunda-feira (25) que está pronta para colaborar na luta contra o terrorismo, principalmente contra o grupo Estado Islâmico (EI, ex-Isis), que tenta estabelecer um califado entre o território sírio e iraquiano.

O país destacou que sua colaboração pode ocorrer com base na resolução número 2.170 das Nações Unidas, que prevê sanções contra o grupo jihadista. A Síria também disse estar disposta a autorizar ações militares em seu território, inclusive as empreendidas pelo Reino Unido e Estados Unidos, mas "desde que haja uma plena coordenação com o governo sírio".

Nos últimos anos, EUA e Reino Unido foram críticos ao governo sírio, que mantém um confronto com rebeldes que pedem a saída do presidente Bashar al-Assad. Os dois países apóiam os rebeldes e lideram sanções contra a Síria.

No entanto, Washington e Londres começaram a acenar para uma possível aliança com Damasco, já que o EI é um adversário comum para eles. "Garanto que, se tivesse havido uma coordenação entre os EUA e o governo sírio, a operação para libertar o jornalista James Foley não teria falido", comentou o ministro das Relações Exteriores da Síria, Walid Muallem, referindo-se ao repórter norte-americano que foi decapito por jihadistas do EI após passar dois anos sequestrado.

No final de semana, a imprensa britânica divulgou que os serviços de inteligência haviam descoberto a identidade do executor de Foley, que aparece em um vídeo publicado pelo EI no último dia 19 de agosto. O jihadista responsável por decapitar o repórter seria um cidadão britânico que deixou o país para lutar na Síria e no Iraque. Nesta segunda-feira (25), o jornal "El Pais" afirmou que a Espanha também tem sido considerada uma plataforma para recrutamento do EI.

Reféns

Cinco dias após o vídeo sobre a morte de Foley, porém, um repórter norte-americano foi libertado com vida na Síria. Peter Theo Curtis havia desaparecido há dois anos, em sequestro feito pela Al-Qaeda.

ONU

A alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, afirmou hoje (25) que o EI realiza uma "limpeza étnica e religiosa" no Iraque. Segundo ela, o grupo é responsável por vários crimes contra a humanidade.

Tags: crise, iraquianos, mortes, mulheres, SEQUESTRO

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