Jornal do Brasil

Sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

Internacional

Hamas executa mais quatro colaboradores de Israel

Agência ANSA

O grupo palestino Hamas teria executado neste sábado (23) mais quatro "supostos colaboradores" de Israel, publicou a agência de notícias local Ma'an. Citando testemunhas, a agência afirma que as quatro pessoas foram levadas ao pátio de uma mesquita em Jabaliyah, no norte da Faixa de Gaza, por um grupo de homens armados, os quais abriram fogo. Um site próximo ao Hamas afirmou que os quatro "foram executados após a conclusão de procedimentos legais".    

A suposta execução vem um dia após a imprensa internacional divulgar que o Hamas teria fuzilado ontem (22), em praça pública, ao menos sete pessoas (o número é discrepante, mas pode chegar a 18) acusadas de colaborarem com Israel. 

O governo de Mahmoud Abbas, da Autoridade Nacional Palestina (ANP), por sua vez, considerou "ilegais" as execuções. De acordo com o secretário do escritório da Presidência da ANP, Al-Tayyib Abd al-Rahim, as condenações do Hamas "estão fora do sistema judiciário palestino". "Foram execuções a sangue frio, com base na lei do Hamas de que 'quem não está com o Hamas, está contra ele'", ressaltou, afirmando que alguns dos executados estavam presos há mais de três anos pelo grupo. 

Enquanto isso, o Egito renovou seu apelo para que israelenses e palestinos retomem as negociações de paz que estavam ocorrendo no Cairo e estabeleçam um novo cessar-fogo, já que a última trégua terminou na terça-feira (19). 

Em uma coletiva de imprensa na capital egípcia ao lado do presidente Abdel Fattah al-Sisi, Abbas afirmou que "todas as partes devem assumir suas próprias responsabilidades para colocar um fim ao banho de sangue e conquistar um cessar-fogo duradouro". O apelo foi visto como uma mensagem não somente a Israel, mas também ao Hamas, que em diversas ocasiões se opôs a tréguas em Gaza.

Haia

O grupo Hamas, porém, assinou uma proposta de Abbas que pede a adesão palestina à Corte Penal Internacional (CPI), em Haia. Caso seja aceita, a Palestina poderá processar judicialmente o Estado de Israel.    

"O Hamas assinou o documento que o presidente havia pedido para todos os movimentos palestinos aprovarem antes de firmar o Estatuto de Roma, quer permitirá a adesão da Palestina à Corte Penal Internacional", divulgou Moussa Abu Marzuk, porta-voz do grupo, em sua página no Facebook.

Itália

Neste sábado (23), dezenas de manifestantes saíram às ruas da Faixa de Gaza para pedir que a Itália cancele os exercícios militares com Israel marcados para setembro, na Sardenha, informou a agência Ma'an. "Itália, basta de armas a Israel" era o slogan de um dos cartazes do protesto.

Histórico

Os confrontos na Faixa de Gaza começaram em 8 de julho, quando Israel lançou uma ofensiva militar para enfraquecer o Hamas, a quem acusava de ser o responsável pelo sequestro e morte de três jovens judeus na Cisjordânia.

Tags: crise, guerra, israelenses, PALESTINOS, política

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