Jornal do Brasil

Sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

Internacional

Em Kiev, Merkel defende integridade territorial

Agência ANSA

A chanceler alemã, Angela Merkel, fez uma visita oficial neste sábado (23) à capital ucraniana, Kiev, onde se reuniu com o presidente Petro Poroshenko e com o primeiro-ministro Arseni Yatseniuk. Esta foi a primeira ida da líder alemã ao país desde 2008 e ocorre um dia após a Rússia ordenar, unilateralmente, a entrada de comboios humanitários à Ucrânia, que chamou o gesto de "invasão". 

Em uma coletiva de imprensa, Merkel ratificou seu apoio à Ucrânia no conflito com separatistas pró-russos e afirmou que o país precisa assegurar um controle efetivo de suas fronteiras, inclusive com o uso de drones. Essa seria uma medida para evitar o fornecimento de armas a rebeldes.    

Ela também destacou que a integridade territorial da Ucrânia é "essencial". Poroshenko, por sua vez, garantiu que a Ucrânia fará o possível para estabelecer a paz na região, mas sem sacrificar sua integridade territorial. Merkel anunciou uma ajuda financeira da União Europeia (UE) de 500 milhões de euros (cerca de R$ 1,5 bilhão) para a reconstrução da bacia de Donets (também conhecida como Donbas), região industrial e mineradora do leste ucraniano afetada pelos conflitos com separatistas pró-russos.    

A chanceler disse ainda que, em breve, será formado um grupo para estudar possibilidades para o fim da crise na Ucrânia, com a supervisão de Heidi Tagliavini, representante especial da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE). O grupo deverá ser formado líderes de Kiev e do leste ucraniano. Merkel, no entanto, descartou a possibilidade de adotar novas sanções contra a Rússia. 

"Da minha parte, quero dizer que não haverá novas sanções alemãs", disse a chanceler. Segundo ela, a hipótese só seria avaliada caso a situação na Ucrânia piore. A crise na Ucrânia começou quando o ex-presidente Viktor Yanukovich decidiu se aproximar do governo russo em vez de assinar um tratado com a União Europeia. 

Tags: crise, EUA, política, russia, ucranianos

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