Jornal do Brasil

Sábado, 25 de Outubro de 2014

Internacional

Líder do Hamas admite sequestro de judeus na Cisjordânia

Agência ANSA

Um líder do Hamas exilado na Turquia, Saleh al Arouri, deu a entender que o grupo fundamentalista foi mesmo o responsável pelo sequestro e morte de três jovens seminaristas judeus na Cisjordânia, crime que acabou iniciando uma escalada de violência na Faixa de Gaza.    

Conversando com delegados da União Internacional de Acadêmicos Islâmicos na última quarta-feira (20), o expoente do movimento declarou: "A luta do nosso povo se estende a todos os territórios ocupados e seu ponto mais alto foi a ação heroica conduzida pelas Brigadas al Qassam [braço armado do Hamas] no rapto de três colonos em Hebron". 

Nesta semana, o Shin Bet, serviço de inteligência de Israel, já havia indicado que Arouri seria o instigador de uma vasta campanha de atentados que deveriam ter ocorrido nos últimos meses no país e na Cisjordânia. A sua intenção seria fazer um grande número de vítimas para desestabilizar a situação no Oriente Médio e também derrubar o governo de Mahmoud Abbas no território palestino.    

No entanto, segundo o órgão israelense, uma série de prisões efetuadas logo depois do sequestro dos seminaristas acabou afetando esse projeto. Naftali Fraenkel (16), Gil-ad Shaar (16) e Eyal Yifrach (19), que viviam em uma colônia na Cisjordânia, desapareceram em 12 de junho. Seus corpos foram encontrados em uma fossa rasa perto de Hebron, 18 dias depois.    

Desde o início do caso, o governo de Israel acusava o Hamas pelo crime, mas o grupo fundamentalista sempre negava. 

Tags: crise, guerra, israelenses, PALESTINOS, política

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