Jornal do Brasil

Sexta-feira, 21 de Novembro de 2014

Internacional

Assange pode deixar embaixada do Equador em Londres

Ativista disse que sairá da sede diplomática em 'breve'

Agência ANSA

O fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, disse nesta segunda-feira (18) que deixará "em breve" a embaixada do Equador em Londres onde está asilado há mais de dois anos.

    O ativista anunciou a sua decisão em uma conferência de imprensa realizada hoje afirmando que o motivo não seria por problemas de saúde, como teria noticiado a imprensa britânica.

    A embaixada do Equador teria pedido para que o ativista seja internado por problemas cardíacos, utilizando um carro diplomático como ambulância, de forma a evitar a prisão, informou o jornal britânico "Daily Mail".

    Em frente a embaixada na capital britânica estão presentes muitos agentes da polícia aguardando a saída de Assange além de ativistas e jornalistas.

    Um helicóptero da Scotland Yard sobrevoa e patrulha e região de Knightsbridge, perto de Harrods, local da sede diplomática equatoriana.

    Por sua vez, o governo do Equador quer encontrar o novo ministro britânico das Relações Exteriores, William Hague, na tentativa de superar o impasse sobre o futuro do ativista, informou a imprensa britânica.

    O ministro equatoriano das Relações Exteriores, Ricardo Patino, que esteve ao lado de Assange durante a conferência de imprensa, destacou que recentes mudanças na lei britânica, com referência as regras de extradição, podem criar um clima mais favorável na busca de uma solução.

    A Justiça da Suécia manteve em julho o mandado de prisão contra Assange que responde por abuso sexual. O mandado foi emitido em 2010, após duas mulheres suecas terem o processado por assédio.

    O australiano nega as acusações.

    O ativista está asilado na embaixada do Equador em Londres desde 19 de julho de 2012, temendo que a execução por parte da Grã-Bretanha do mandado de prisão emitido pela Suécia possa concretizar a sua extradição para os Estados Unidos (EUA), onde corre o risco de ser condenado por espionagem.(ANSA)

Tags: asilo, ativista, julian, vazamento, wikileaks

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