Jornal do Brasil

Quarta-feira, 26 de Novembro de 2014

Internacional

'Eu decido sobre as reformas', diz Matteo Renzi

Primeiro-ministro italiano fez balanço dos 5 meses de governo

Agência ANSA

O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, disse que é ele quem decide sobre as reformas no governo italiano e pediu mais rapidez para os políticos do país. "É Renzi quem decide os cortes e não um tecnocrata. Quando falo por telefone com o Senado, com as autoridades fiscais, com as judiciárias, eu peço para eles serem mais rápidos com as reformas. E eles me respondem 'nada na Itália anda assim rápido'", falou o premier em entrevista à Financial Times.

    Ele ainda aproveitou para fazer um balanço sobre seu governo.

    "Sou primeiro-ministro há cinco meses. Nesse tempo fizemos uma reforma constitucional que ninguém fez nos últimos 70 anos. Mas, o que fizemos não é suficiente, precisamos fazer mais", destacou.

    O premier ainda comentou que segue o modelo alemão na economia, afirmando que "nosso modelo não é o da Espanha e sim o da Alemanha" ao falar sobre os objetivos das reformas que ele propõe para enfrentar a crise econômica que atinge o país nos últimos sete anos. Renzi ainda observou que "não acredita que nenhum outro líder na Europa pode dizer que tem tantos votos como o Partido Democrático na Itália". Ele aproveitou também para criticar o sistema político italiano.

    "Roma é uma cidade cheia de lobistas. A Itália está habituada a um capitalismo de relacionamento e eu não sou parte desse sistema que destruiu o país. Eu estou com os 40% que votaram em mim e com os 11 milhões que voltaram em meu partido e, somente com estes e com minha equipe, este país mudará", ressaltou o político.

    O premier italiano tem como principal bandeira as reformas em diversas áreas da política. Chamado de programa "Mil Dias", ele é dividido em 10 propostas, das quais cinco possuem caráter político: reformar a constituição para acabar com o bicameralismo paritário; criar uma nova lei eleitoral que estabeleça um vencedor claro ao fim de cada pleito; aumentar a voz da Itália em questões internacionais; refletir sobre o papel das escolas; e reduzir as despesas públicas.

    As outras cinco ideias, segundo Renzi, possuem um perfil "administrativo". Elas incluem reformas trabalhista, fiscal, judiciária e da administração pública, além de um pacote de investimentos em infraestrutura, energia e redes digitais.

Tags: crise, economia, itália, PIB, recessão

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