Jornal do Brasil

Terça-feira, 21 de Outubro de 2014

Internacional

Governo ucraniano aprova sanções contra cidadãos russos

Agência ANSA

O governo ucraniano aprovou, nesta sexta-feira (8), sanções contra a Rússia, informou a agência Interfax. A decisão foi tomada pelo Conselho de ministros do país e vai atingir 172 cidadãos russos e mais 65 pessoas de outros países. A decisão ainda precisa ser aprovada pelo Conselho de Segurança e pelo Parlamento.

    As sanções foram determinadas aos acusados de financiar o movimento separatista e de apoiar a anexação da Criméia pela Rússia, ocorrida em março. As atividades foram definidas pelo Conselho como terrorismo.

    Se aprovadas, as sanções deverão custar cerca de seis bilhões de dólares (R$ 13,7 bilhões) por ano a Ucrânia. "Sabemos disso, mas é preço que o país deverá pagar para obter sua independência", afirmou o primeiro ministro do país, Arseniy Iatseniuk.

    Segundo o primeiro ministro, as sanções contra a Rússia poderão incluir até mesmo uma proibição de trânsito de recursos naturais em solo ucraniano. A decisão poderia trazer um grande problema a Europa, já que é através dos gasodutos instalados na Ucrânia que a ela importa o gás da Rússia, que abastece boa parte dos países. O veto a aviões russos no espaço aéreo da Ucrânia também pode ser definido, afirmou Iatseniuk.

    Itália - O embargo do governo russo aos produtos da União Européia já dá os primeiros sinais na Itália. Segundo a Federação dos Agricultores do país (Coldiretti), o mercado já vê queda visível. Cerca de 60% dos dois milhões de toneladas de frutas produzidas na região do Piemonte são destinadas ao mercado externo. "E nesta época, mais precisamente aos países do leste europeu, a Rússia em particular", afirmou Antonio De Concilio, diretor da Coldiretti, que faz apelo à Comissão Européia. "As empresas de frutas da Itália correm o risco de falimento por uma situação que não depende delas." A indústria pesqueira também sente os efeitos do embargo.

    Aproximadamente 12 mil toneladas de peixes destinados ao mercado russo foram barrados na fronteira do país.

    Alemanha - O governo alemão observa com preocupação o desenrolar do conflito entre Rússia e Ucrânia, que a cada dia tem envolvido ainda mais os países da União Européia. Segundo o vice-chanceler Sigmar Gabriel, se o governo de Vladimir Putin mantiver suas decisões, a Rússia deverá "pagar um preço cada vez mais alto, não somente político, mas cultural e econômico, principalmente", afirmou Gabriel, que não espera grandes danos à economia alemã, devido às reações russas às sanções determinadas pela União Européia ao país, já que a participação russa no mercado externo alemão é de apenas 3,3%.

Kiev - Uma granada explodiu na praça Europa, no centro de Kiev, a poucos metros da praça Maidan, principal ponto de manifestações da capital ucraniana. Segundo o canal TV 112 e a agência de notícias ucraniana Unn. Duas pessoas ficaram feridas e levadas a um hospital.

Na Rússia, um comitê de investigação pediu a prisão de cinco oficiais ucranianos que chegaram ao país no início de agosto e outros 400 militares, também da Ucrânia, que estão cercados pelos milicianos separatistas, na fronteira entre os dois países. Moscou acusa a Ucrânia de haver cometido crimes de guerra, como o uso de armas proibidas. O anúncio da prisão dos oficiais foi feito nesta sexta-feira (8), pelo ministro das relações exteriores da Ucrânia, Pavlo Klimkin, ao divulgar o retorno de 48 soldados ao país. Segundo Klimkin, os oficiais serão repatriados "em breve". (ANSA)

Tags: Casa, CONFLITO, moradia, russia, UCRÂNIA

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