Jornal do Brasil

Sábado, 25 de Outubro de 2014

Internacional

ONU diz que 285 mil ucranianos deixaram suas casas

Agência ANSA

Ao menos 285 mil pessoas deixaram suas casas na Ucrânia desde o início dos combates entre separatistas e Exército, informou o Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas (ONU) para Refugiados (Acnur). Porém, a própria ONU admite que esse número pode ser muito baixo, já que muitas pessoas que fogem do país não querem se registrar por medo de represálias. "Segundo as autoridades russas, 730 mil pessoas buscaram refúgio na Rússia e achamos que esse número é crível", disse um membro da ONU.

    E esse número deve aumentar ainda mais após a criação de corredores humanitários pelo Exército de Kiev para que as pessoas deixem a região de Donetsk, forte ponto de concentração dos rebeldes pró-Rússia. A violência na região é tanta que, só nas últimas 24 horas, três soldados e outros 46 militares ficaram feridos nos confrontos.

    Não há informações de quantos rebeldes morreram.

    Segundo o conselheiro do Ministério do Interior, Anton Gerashchenko, "a situação é tensa" na zona de Marinka, periferia de Donetsk, e é possível "ouvir explosões" na região. Os batalhões de voluntários pró-Kiev, "Azov" e "Shakhtiorsk", dizem que retomaram o controle de Marinka, mas os separatistas negam a informação.

    Gás russo Um encontro bilateral entre o comissário europeu de Energia, Günther Oettinger, e o ministro russo de Energia, Alexander Novak, sobre a questão do gás russo para os ucranianos foi marcado para o dia 29 de agosto, em Moscou. A informação foi repassada pelo porta-voz de Oettinger, que a definiu como "um passo à frente".

    O objetivo da reunião é preparar o território para um novo encontro trilateral para uma solução parcial sobre o fornecimento de gás. A ideia é que o governo de Kiev tenha gás para enfrentar o inverno europeu.

    O fornecimento de gás está suspenso pela Gazprom por dívidas dos ucranianos nos pagamentos de vários meses. (ANSA)

Tags: Casa, CONFLITO, moradia, russia, UCRÂNIA

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