Jornal do Brasil

Terça-feira, 30 de Setembro de 2014

Internacional

Em Haia, chanceler palestino denuncia crimes de guerra

Segundo o Unicef, bombardeios deixaram 408 crianças mortas e 2.502 feridas 

Agência ANSA

O chefe da diplomacia da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Riad al-Malki, viajou a Haia para pedir à Corte Penal Internacional uma investigação sobre a ofensiva israelense na Faixa de Gaza. O chanceler disse, em declarações a jornalistas, que "existem provas claras" de que a operação militar constitui crime contra a humanidade.

Um porta-voz militar israelense disse hoje que "todas as forças deixaram" Gaza e que o cessar-fogo está sendo respeitado. Um alto comandante do Exército acrescentou que um pequeno grupo ficará próximo à fronteira caso o Hamas rompa a trégua humanitária de 72 horas.

Um militar israelense também declarou ao jornal Times of Israel que 900 homens que trabalhavam para o Hamas, Jihad Islâmica e outras facções "terroristas" foram mortos pelo Exército nos 29 dias de operações em Gaza. Ainda de acordo com essa fonte, 4,8 mil alvos foram atingidos por mísseis.

Já fontes de saúde de Gaza disseram que Israel matou 1,8 mil palestinos, entre os quais muitos civis e muitas crianças.

Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) os bombardeios do Exército de Israel em Gaza deixaram 408 crianças mortas e 2.502 feridas. O Unicef calcula em 370 mil o número de menores que necessitam urgentemente de ajuda psicológica.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, aprovou uma emenda de lei que permite enviar mais US$ 225 milhões para financiar o sistema antimísseis de Israel, o Iron Dome, informou a Casa Branca. A medida já havia sido aprovada tanto pelos deputados como pelos senadores norte-americanos. Desde 2011, quando iniciou a parceria, os EUA financiaram US$ 700 milhões para o Iron Dome. 

Tags: crise, guerra, israelenses, PALESTINOS, política

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