Jornal do Brasil

Quarta-feira, 1 de Outubro de 2014

Internacional

Quase 200 soldados ucranianos voltam da Rússia

Agência ANSA

Cerca de 180 soldados ucranianos já voltaram para seu país nesta segunda-feira (04), informou o porta-voz do Serviço Secreto russo para a região de Rostov (FSB), Vasili Malaiev. O governo da Rússia afirma que 438 militares estavam em seu território.

    A situação um tanto quanto inusitada ocorreu na noite de ontem (03) e foi confirmada pelo porta-voz do Exército de Kiev, Alexei Dmitrashkovski. Porém, ele não confirmou a quantidade de soldados que tiveram que atravessar a fronteira. Segundo Dmitrashkovski, "após um ataque que durou quatro horas, foi decidido dividir o grupo de soldados. Uma unidade focou no cerco aos separatistas e outra deu cobertura até que acabou a munição. Quando viram que não tinha mais munição, os soldados destruíram suas armas e os tanques e se refugiaram em território russo desarmados".

    Nas últimas 24 horas de combate, cinco soldados morreram e 14 ficaram feridos. Não há informações de mortes entre os separatistas pró-Rússia.

    Reconquista de Yasinuvata O Exército ucraniano informou que reconquistou a cidade de Yasinuvata, que fica a cerca de 20 quilômetros de Donetsk, onde ficam a maior parte dos separatistas. Segundo o porta-voz do Conselho Nacional de Segurança e Defesa de Kiev, Andri Lisenko, os soldados conseguiram fechar um dos canais mais importantes de fornecimento de armas para os rebeldes.

    Ontem (03), o ministro da Defesa da Ucrânia, Valeri Gheletei, declarou que "a vitória das forças ucranianas está próxima". Em entrevista à BBC, ele afirmou que há 15 mil homens nas forças separatistas e voltou a acusar a Rússia de fornecer armas e mercenários para os rebeldes.

    De acordo com o Ministério da Defesa de Kiev, nos últimos meses, o governo gastou cerca de 8 milhões de euros (cerca de R$ 24 milhões) para reforçar as forças armadas do país.

    Sem água quente para Kiev Até outubro, as residências da capital ucraniana não receberam água quente encanada, informou a empresa controlada pelo homem mais rico do país, Rinat Akhmetov. O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, também confirmou a decisão para economizar gás por culpa do embargo russo. (ANSA)

Tags: Casa, CONFLITO, moradia, russia, UCRÂNIA

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