Jornal do Brasil

Sábado, 20 de Setembro de 2014

Internacional

Quase 200 soldados ucranianos voltam da Rússia

Agência ANSA

Cerca de 180 soldados ucranianos já voltaram para seu país nesta segunda-feira (04), informou o porta-voz do Serviço Secreto russo para a região de Rostov (FSB), Vasili Malaiev. O governo da Rússia afirma que 438 militares estavam em seu território.

    A situação um tanto quanto inusitada ocorreu na noite de ontem (03) e foi confirmada pelo porta-voz do Exército de Kiev, Alexei Dmitrashkovski. Porém, ele não confirmou a quantidade de soldados que tiveram que atravessar a fronteira. Segundo Dmitrashkovski, "após um ataque que durou quatro horas, foi decidido dividir o grupo de soldados. Uma unidade focou no cerco aos separatistas e outra deu cobertura até que acabou a munição. Quando viram que não tinha mais munição, os soldados destruíram suas armas e os tanques e se refugiaram em território russo desarmados".

    Nas últimas 24 horas de combate, cinco soldados morreram e 14 ficaram feridos. Não há informações de mortes entre os separatistas pró-Rússia.

    Reconquista de Yasinuvata O Exército ucraniano informou que reconquistou a cidade de Yasinuvata, que fica a cerca de 20 quilômetros de Donetsk, onde ficam a maior parte dos separatistas. Segundo o porta-voz do Conselho Nacional de Segurança e Defesa de Kiev, Andri Lisenko, os soldados conseguiram fechar um dos canais mais importantes de fornecimento de armas para os rebeldes.

    Ontem (03), o ministro da Defesa da Ucrânia, Valeri Gheletei, declarou que "a vitória das forças ucranianas está próxima". Em entrevista à BBC, ele afirmou que há 15 mil homens nas forças separatistas e voltou a acusar a Rússia de fornecer armas e mercenários para os rebeldes.

    De acordo com o Ministério da Defesa de Kiev, nos últimos meses, o governo gastou cerca de 8 milhões de euros (cerca de R$ 24 milhões) para reforçar as forças armadas do país.

    Sem água quente para Kiev Até outubro, as residências da capital ucraniana não receberam água quente encanada, informou a empresa controlada pelo homem mais rico do país, Rinat Akhmetov. O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, também confirmou a decisão para economizar gás por culpa do embargo russo. (ANSA)

Tags: Casa, CONFLITO, moradia, russia, UCRÂNIA

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