Jornal do Brasil

Domingo, 21 de Dezembro de 2014

Internacional

Europeus discutem medidas sanções mais duras à Rússia

Jornal do Brasil

O jornal americano The New York Times publicou uma matéria nesta quarta-feira (23) falando sobre o novo posicionamento do ocidente frente à Rússia, após a queda do avião da Malasya Airlines, que foi abatido no território da Ucrânia, supostamente por rebeldes pró-rússia. Os ministros do Exterior da União Europeia reuniram-se na última terça-feira (22) para endossar uma programação mais rígida de sanções contra a Rússia. Segundo o jornal, os países europeus não queriam impor medidas imediatamente “por medo de comprometer imediatamente uma pesquisa independente no local do acidente e uma possível ajuda russa em sufocar a rebelião na Ucrânia”.

A reunião poderia revelar diferenças marcantes entre as abordagens dos países em relação À Rússia. A França está sob pressão para suspender as vendas militares para a Rússia, a Alemanha ansiosa para manter alguma forma de diálogo com o presidente Vladimir Putin e o primeiro-ministro David Cameron, da Grã-Bretanha, pressionando por uma linha mais dura.

A questão dos planos franceses para vender dois portas-helicóptero para navios de guerra da Rússia - um negócio ao qual a Grã-Bretanha e os Estados Unidos se opuseram - pode ser a questão central, já que alguns europeus querem um embargo de armas à Rússia.

Carl Bildt, ministro dos Negócios Estrangeiros sueco, e Linas Linkevicius, o ministro das Relações Exteriores da Lituânia, pediu um embargo relativo a transferências militares, mas quase certamente isso incluiria o negócio francês. Segundo o jornal, Bildt declarou que “é difícil defender a entrega de armas à Rússia nesse momento”. Assim como Cameron, que comentou a situação como “impensável”.

O presidente da França, por sua vez, declarou que “o primeiro navio de guerra abrangido pelo acordo com a Rússia quase foi construído e seria entregue como planejado, em outubro”. Segundo o jornal, ele completou “Os russos pagaram”. Alguns ministros se preocupam se as sanções podem influenciar no crescimento do resto do continente. 

Tags: CONFLITO, França, internacional, malasya, russia, Sanções, UCRÂNIA

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