Jornal do Brasil

Domingo, 21 de Dezembro de 2014

Internacional

Atentados de Oslo e Utoya completam 3 anos

Agência ANSA

Já se passaram três anos, mas a Noruega não quer esquecer as feridas ainda abertas pelos atentados de Oslo e Utoya, quando 77 pessoas morreram pelas mãos do radical de extrema-direita Anders Breivik. Em meio a muita comoção, o país escandinavo relembrou nesta terça-feira (22) as vítimas daquela tragédia de 22 de julho de 2011.    

A premier conservadora Erna Solberg - aliada do Partido do Progresso, no qual Breivik militou - depositou uma coroa de flores na ilha de Utoya e fez um minuto de silêncio pelos mortos, após visitar a região da capital norueguesa que foi atingida pelos explosivos colocados pelo terrorista.    

Na cerimônia, Solberg exortou as pessoas a se oporem ao radicalismo e ao extremismo violento, cultivando as "boas qualidades" da sociedade norueguesa. Enquanto isso, o assassino, que desconta a pena máxima prevista pela legislação local (21 anos de prisão) no cárcere de Skien, disse, por meio de seu advogado, repudiar a violência.    

"Breivik tem claro agora que o uso da violência não deve ser apoiado e não encoraja ninguém a usá-la", contou à rádio Norge o responsável pela sua defesa.

Os ataques

A ação de Anders Breivik começou no meio da tarde de 22 de julho, em Oslo. O terrorista levou um carro-bomba para um quarteirão que abriga edifícios do governo norueguês e o deixou em frente ao prédio onde ficava o gabinete do então primeiro-ministro Jens Stoltenberg, de orientação esquerdista. A explosão do veículo causou oito mortes e deixou 209 pessoas feridas.    

Em seguida, ele partiu para a ilha de Utoya, onde acontecia um acampamento de verão da juventude do Partido Trabalhista (AP) norueguês, ao qual pertence o ex-premier. Vestindo um uniforme da polícia e usando uma identificação falsa, Breivik começou a disparar aleatoriamente em direção aos jovens, matando 69 deles.

O terrorista não opôs resistência ao ser detido, poupando assim a própria vida, e até hoje não pediu desculpas pelos crimes. O atual líder da juventude do AP, Eskil Pedersen, aproveitou as cerimônias desta terça-feira para lançar um alarme contra o racismo e o crescimento dos movimentos de extrema-direita na Europa. "É preciso erguer uma barreira contra as chamas do ódio", declarou o jovem político de 20 anos, um dos que escaparam da fúria de Breivik.

Tags: atentados, breivik, homenagens, mortes, NORUEGA

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