Jornal do Brasil

Terça-feira, 21 de Outubro de 2014

Internacional

Kiev acusa rebeldes de destruírem provas de acidente aéreo

Avião da Malaysia Airlines teria sido abatido por um míssil

Agência ANSA

 O governo ucraniano acusou neste sábado (19) os rebeldes separatistas pró-Rússia de "tentarem destruir" as provas do acidente com o avião da Malaysia Airlines, no qual 298 pessoas morreram. De acordo com Kiev, os separatistas, com o apoio da Rússia, estariam tentando se livrar dos indícios que poderiam comprovar a responsabilidade deles no acidente. 

Em um comunicado, o governo ucraniano disse que os rebeldes estariam transportando corpos de vítimas e destroços do avião para o território russo, como forma de apagar as provas. "Os terroristas transportaram o copo de 38 vítimas para o IML de Donetsk, onde especialistas que falam com um forte sotaque russo declararam que fariam autópsias", denunciou Kiev. "Eles também estão procurando meios de transporte de grande capacidade para levar os restos do avião para a Rússia". 

O vôo MH 17 da Malaysia Airlines caiu na última quinta-feira (17) em uma região controlada por rebeldes, na fronteira entre Ucrânia e Rússia. Indícios preliminares apontam que a aeronave teria sido abatida por um míssil. Ontem, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse ter provas suficientes de que o míssil foi disparado pelos rebeldes, os quais recebem armamento russo. Equipes de resgate e organizações internacionais afirmaram que são difíceis as condições para a recuperação dos corpos, devido ao controle dos rebeldes da região. Eles chegaram a negar o acesso a algumas áreas a inspetores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE). Fontes locais asseguram que há corpos se decompondo a céu aberto. 

Apesar das denúncias contra a Rússia, o presidente Vladimir Putin teria concordado em agilizar a criação de uma comissão independente de investigação, liderada pela Organização de Aviação Civil Internacional (Icao). A notícia foi dada pelo porta-voz da Chancelaria alemã, Georg Streiter, após uma conversa entre Angela Merkel e Putin. Ontem, os rebeldes tinham informado que as caixas pretas da aeronave foram encontradas. Mas a companhia não confirmou a notícia até o momento. A Malaysia Airlines apenas informou hoje que já identificou a nacionalidade de todas as vítimas da tragédia: 192 holandeses, 44 malaios (incluindo 15 membros da tripulação e dois bebês), 27 australianos, 12 indonésios (entre eles um bebê), 10 britânicos, quatro alemães, quatro belgas, três filipinos, um canadense e um neozelandês. 

Tags: acidente, kiev, malaysia airlines, rebeldes, russia

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