Jornal do Brasil

Domingo, 21 de Dezembro de 2014

Internacional

Obama diz que míssil que atingiu avião partiu de área separatista

Agência ANSA

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse ter evidências de que o Boeing 777 da Malaysia Airlines foi abatido nesta quinta-feira por um míssil que partiu de área controlada pelos separatistas ucranianos.    

Ainda de acordo com ele, é importante prestar atenção aos fatos e não às especulações. Separatistas recebem apoio da Rússia, o que inclui armas, como o equipamento anti-aéreo usado para derrubar o avião, e deve haver uma investigação da comunidade internacional, disse Obama. "Vamos ajudar no que for necessário", apontou.    

O presidente comentou ainda as sanções contra a Rússia, que foram ampliadas recentemente. "Eu conversei com [o presidente Vladimir] Putin e ele não ficou feliz". De acordo com Obama, Moscou não ajudou a pacificar a região, como foi requisitado pelos países ocidentais. "Mais de uma vez a Rússia se negou a tomar os passos concretos para diminuir" a violência na região e por isso foram punidos.

Obama disse que um cidadão norte-americano morreu no acidente. Ele foi identificado como Quinn Lucas Schansman. Além disso, cientistas que estava a caminho de um encontro sobre Aids na Austrália também morreram. "Homens e mulheres que dedicaram suas vidas a salvar a vida dos demais" morreram em um episódio "sem sentido", disse Obama.

ONU exige investigação internacional sobre queda de avião da Malaysia Airlines

Em uma reunião de emergência realizada nesta sexta-feira (18), o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) cobrou uma investigação internacional "completa e independente" sobre a queda do Boeing 777 da Malaysia Airlines no leste da Ucrânia, causando a morte de 298 pessoas. O pedido consta de uma declaração conjunta aprovada por unanimidade pelos 15 países-membro do órgão.    

No início do encontro, realizado na sede da ONU, em Nova York (EUA), os representantes das nações fizeram um minuto de silêncio em homenagem às vítimas do desastre. No entanto, logo depois, a troca de acusações verificada ontem (17) recomeçou. 

A embaixadora norte-americana nas Nações Unidas, Samantha Power, disse que a Rússia deve interromper o conflito no país vizinho. "O presidente Vladimir Putin se comprometeu a trabalhar pelo diálogo e pela paz, mas diversas vezes violou tais compromissos", acrescentou.    

Por outro lado, o representante de Moscou na ONU, Vitaly Churkin, declarou que a obrigação de fechar o espaço aéreo da zona onde a aeronave caiu, que há meses é palco de conflitos entre as Forças Armadas ucranianas e grupos separatistas, era de Kiev. 

"Por que liberar um avião civil em uma área de conflito?", questionou o diplomata. Ele pediu que as investigações sobre o acidente não seja prejudicadas por "hipóteses e insinuações".

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O Conselho da ONU tomou a decisão do encontro após a emissora CNN divulgar que um sistema de radar conseguiu captar a presença de um míssil disparado em direção ao avião segundos antes da queda. Nesta sexta (18), após os separatistas ucranianos darem uma trégua na região onde a aeronave caiu, especialistas americanos estariam tentando identificar de onde partiu o lançamento. As suspeitas são de que a ação tenha sido dos rebeldes que lutam por uma maior autonomia das regiões do leste da Ucrânia à Rússia.

O presidente ucraniano Petro Poroshenko considerou a queda uma ação terrorista dos separatistas pró-russos. Já o presidente da Rússia, Vladimir Putin, atribuiu à Ucrânia a responsabilidade pela queda do Boing 777. 

Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, entrou em contato com Poroshenko e com o primeiro-ministro malaio, Najib Razak, para solicitar uma apuração “rápida” e “sem entraves”. Obama ofereceu também ajuda imediata ao primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, para o inquérito internacional seguir por um curso "rápido, completo, credível e sem entraves”, segundo comunicado da Casa Branca.

Tags: acidente, EUA, russos, UCRÂNIA, voo

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