Jornal do Brasil

Sábado, 25 de Outubro de 2014

Internacional

Quatro anos depois,jornalista analisa a Primavera Árabe

'Quatro anos depois, a primaveraárabe provou que todos estavam errados', diz o jornalista 

Jornal do Brasil

Na edição de Julho/Agosto da World Affairs, foi publicado uma matéria sobre os protestos populares no Oriente Médio que ficaram conhecidos como Primavera Árabe. No final de 2010, logo depois do duas narrativas quase que opostas tomaram conta das análises no Ocidente, diz a publicação. 

“Os otimistas viam o nascimento da democracia na região, pensando que o Oriente Médio estava seguindo o caminho das revoluções anticomunistas da Europa Oriental de 1989. Os pessimistas, achavam que o mundo árabe estava seguindo o exemplo do Irã, de 1979, que substituiu tiranias seculares com regimes islâmicos mais repressivos”.

O jornal afirma que as duas narrativas estavam erradas e que qualquer narrativa imposta sobre essa série de eventos estava fadada a estar errada. A Primavera Árabe afetou os diferentes países de forma muito diferente.

Na Tunísia, onde as revoluções começaram, eles destituíram o presidente Abine Bem Ali, que estava no poder desde 1987. Ele renunciou e foi condenado foi condenado à prisão perpétua por um tribunal militar de seu país, por crimes ocorridos durante a repressão aos manifestantes. Depois das manifestações a Tunísia adotou uma das mais liberais constituições do mundo árabe.

Quando os egípcios tiraram Hosni Mubarak do poder, a maioria não votou em candidatos seculares nas primeiras eleições, como os tunisinos fizeram. O Candidato da Irmandade Muçulmana, Mohamed Morsi, venceu a eleição presidencial do Egito com 51% dos votos, uma pequena maioria. Enquanto isso, o partido salafista totalitário, que é mais ou menos o braço político da al-Qaeda ganhou vinte e quatro por cento dos votos parlamentares, o que significa que, ao contrário dos tunisianos, a grande maioria dos egípcios apoiaram o islã, de uma forma ou de outra.

O jornal diz “os abusos de poder de Morsi, sua incompetência foram demais, mesmo para um país tão conservador e islâmico como o Egito. Milhões de pessoas, a esmagadora maioria deles colegas foram às ruas novamente,para exigir o seu afastamento do poder, da mesma forma que tinha acontecido com Mubarak”Ao mesmo tempo em que, depois de Morsi se instaura uma outra ditadura militar, não se tornou um novo Irã. 

Tags: análise, Egito, irã, morsi, murabak, Oriente Médio, primavera árabe, TUNÍSIA

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