Jornal do Brasil

Quinta-feira, 24 de Julho de 2014

Internacional

Israel dá ultimato e palestinos abandonam norte de Gaza

Milhares fugiram neste domingo com medo de bombardeios

Agência ANSA

 Milhares de palestinos do norte da Faixa de Gaza abandonaram suas casas neste domingo (13), após o Exército israelense anunciar com panfletos de que bombardearia a região. "Quem não seguir as instruções do Exército, colorará em risco a própria vida e a da sua família. Atenção!", dizia um panfleto veiculado pelos militares israelenses no quinto dia de uma ofensiva contra a Faixa de Gaza que tem como principal objetivo enfraquecer o Hamas.  

As localidades de Beit Lahiya, Al-Atatra e Salatin, por exemplo, transformaram-se em cidades fantasmas após as evacuações. Boa parte dos palestinos procurou acampamentos das Nações Unidas para se refugiarem. "Não sabemos quando a operação terminará. Poderá demorar um longo tempo", disse o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Um novo balanço aponta para ao menos 165 mortos, dos quais 33 crianças e adolescentes e 16 mulheres. 

Os feridos seriam 1.085 desde o início da ofensiva israelense, na última terça-feira (9). O dia mais sangrento foi ontem, quando mais de 50 pessoas morreram na Faixa de Gaza. Em Israel, porém, o clima também é de tensão. Ao menos dois mísseis teriam sido interceptados na zona aérea de Tel Aviv, e as sirenes soaram em Nahariya, Haifa e Hadera. Israel teria lançado mais de 800 mísseis contra a Faixa de Gaza em cinco dias de ataques militares, disse um porta-voz militar israelense. Destes, 635 teriam atingido as regiões sul, centro e norte. 

Outros 147 foram interceptados pelo sistema de defesa antimíssil. Durante esta noite, também foi lançada uma operação terrestre contra a Faixa de Gaza, tendo como alvo um local de onde o Hamas estaria disparando mísseis. Vaticano - Durante a tradicional celebração do Ângelus neste domingo, no Vaticano, o papa Francisco pediu um minuto de silêncio para uma oração pela paz na Terra Santa. 

O Pontífice definiu a situação na região como "gravíssima" e pediu para as autoridades locais e internacionais "não economizarem esforços para cessar qualquer tipo de hostilidade e conseguir a paz, desejada pelo bem de todos". Itália - Por sua vez, a ministra italiana das Relações Exteriores, Federica Mogherini, ressaltou a necessidade de uma trégua imediata. "O conflito entre israelenses e palestinos já devastou muitas gerações", comentou a chanceler, que se reunirá com Netanyahu e com o líder da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas. 

 Em uma carta ao secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, Abbas pediu que o "Estado da Palestina seja colocado sob o sistema de proteção internacional da ONU". O apelo foi divulgado hoje, um dia após o Conselho de Segurança da entidade aprovar por unanimidade um reclamo de cessar-fogo imediato na região. Histórico- Israel lançou no último dia 8 a operação "Margem Protetora". 

Ela foi colocada em prática após a morte de três jovens israelenses na Cisjordânia, seguida pelo assassinato de um adolescente palestino, incendiado vivo com gasolina. O governo israelense culpa o Hamas pela morte dos jovens, mas o grupo nega ter envolvimento. Os crimes ocorreram dias depois de o Hamas e o Fatah terem anunciado um acordo histórico de reconciliação para um novo governo de unidade nacional palestino.

Tags: conflitos, faixa de gaza, Israel, Oriente Médio, palestina, PALESTINOS

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