Jornal do Brasil

Sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

Internacional

Meriam Isha deverá deixar o Sudão até domingo

Sudanesa havia sido condenada à morte por "deserção da fé"

Agência ANSA

A presidente da organização Italians for Dafur, Antonella Napoli, afirmou que a sudanesa que havia sido condenada à morte por "deserção da fé" poderá deixar o Sudão. "Até domingo Meriam e sua família poderão finalmente partir e deixar para trás esta terrível e absurda história", afirmou Napoli.    

O advogado crê que Meriam e sua família poderão deixar o Sudão até o próximo domingo, dia 29 de junho. De acordo com seu representante, a única coisa que falta é a anulação da Corte de Apelação sudanesa. "Meriam não estará livre para deixar o país enquanto o caso não esteja encerrado", explicou.     

Meriam agradeceu o apoio de todos que foram solidários a sua causa. "Agradeço a todos que estiveram próximos. Me apoio em Deus e quero estar com a minha família", declarou.     

A sudanesa foi solta, mas presa novamente quase em seguida em um aeroporto. Após ser liberada pela segunda vez, recebeu de volta seu passaporte e poderá viajar aos Estados Unidos.    

O caso de Meriam Yehya Ibrahim Ishag, 27 anos, teve grande repercussão mundial. Ela foi presa enquanto estava grávida e deu à luz a uma menina na prisão. A mulher foi acusada de "deserção da fé", já que é cristã e seu pai muçulmano e de acordo com a sharia (lei islâmica), se o pai é muçulmano, a filha automaticamente também é. 

Tags: condenação, fé, italiana, menina, Organização, presidente

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