Jornal do Brasil

Terça-feira, 30 de Setembro de 2014

Internacional

Angela Merkel elogia Matteo Renzi após discussão

Agência ANSA

Após o encerramento da reunião do Conselho Europeu em Bruxelas, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, elogiou o premier italiano, Matteo Renzi, apesar da ríspida discussão que os dois tiveram sobre o Pacto de Estabilidade da União Europeia durante o encontro.    

"Renzi é até aqui um primeiro-ministro de grande sucesso. Fico satisfeita que a Itália esteja perseguindo um plano de reformas. Renzi me explicou o plano dos mil dias, ele tem um programa de trabalho muito claro", declarou a líder alemã, referindo-se a um projeto do seu colega para estabelecer uma série de reformas no bloco econômico entre 1º de setembro de 2014 e 28 de maio de 2017.    

Durante uma das sessões da reunião do Conselho Europeu em Bruxelas, Renzi, irritado com as dúvidas sobre o respeito que seu governo teria às normas europeias, disse a Merkel que a Itália não violaria o Pacto de Estabilidade e Crescimento da UE (PEC), como a Alemanha fizera em 2003. Na época comandado por Gerhard Schröder, o país ultrapassou o limite de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) no seu déficit orçamentário para incentivar a economia.    

Em coletiva nesta sexta-feira (27), o premier italiano confirmou a discussão. "Eu tenho grande estima e respeito por Merkel, mas ressaltei que nós não faremos como a Alemanha. Existe uma história dos países e ela precisa ser lembrada", afirmou. Renzi acrescentou que nenhuma nação deve violar as regras do PEC, mas que seus princípios não são respeitados quando fala-se apenas em estabilidade, e não em crescimento.    

Por outro lado, ao menos em público, Merkel mostrou que pode haver maior flexibilidade no pacto, embora pregue o cumprimento de suas regras. "O Pacto de Estabilidade não pode ser modificado, mas faremos uma interpretação país por país", salientou a chanceler. Para a líder alemã, o maior problema da Itália não é o déficit, que tem se mantido no patamar dos 3%, mas sim a dívida pública, que em 2013 chegou a 132% do PIB. O valor máximo permitido pela UE é de 60%.

Tags: ALEMANHA, estabilidade, europeia, itália, pacto, união

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