Jornal do Brasil

Sábado, 20 de Setembro de 2014

Internacional

Nove militares morrem em ataque a helicóptero ucraniano

Agência ANSA

Um helicóptero de Kiev foi abatido hoje (24) em Sloviansk, local onde há um grande número de separatistas. Na queda, nove militares morreram informou o porta-voz das forças ucranianas, Vladislav Selezniov.

Apesar de ontem (23) os rebeldes terem anunciado aceitar o plano de paz do governo da Ucrânia, os separatistas não cumpriram o acordo e também mataram um militar na noite de ontem, deixando outros sete feridos.

Por isso, o presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, pediu hoje, "passos concretos" à Rússia para avançar no plano de paz impulsionado por Kiev e dar fim aos enfrentamentos no leste do país, onde as forças separatistas declararam uma trégua. A informação foi divulgada pela Presidência ucraniana após um contato telefônico entre Poroshenko e o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

Poroshenko disse que o cessar-fogo anunciado ontem pelas milícias pró-Rússia "deve ser acompanhado pela libertação de reféns e o fechamento das fronteiras para impedir a penetração de mercenários no território ucraniano e armas vindo da Rússia".

O presidente russo, Vladimir Putin, no entanto, propôs à Câmara Alta do Parlamento revogar o direito ao uso da força em território ucraniano, informou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, agência Itar-Tass agência. Putin também declarou que "não há lógica em pedir para os separatistas abaixarem as armas sem que o Pravi Sektor [exército do governo] abaixe primeiro". Ele ainda reforçou que a trégua proposta por Poroshenko "não basta".

Essa atitude de Putin fez com que o presidente do Parlamento ucraniano, Oleksandr Turcinov, telefonasse para a presidente do Senado russo, Valentina Matvienko, para tentar resolver a situação.

Putin, que está em Viena, declarou ainda que "recebeu informações de combates em Sloviansk e lamentamos o ocorrido, pois as declarações devem ser seguidas por atos", criticando o governo ucraniano.

O plano de Kiev para acabar com os conflitos no leste ucraniano contém 14 pontos, entre os quais uma anistia para manifestantes que não cometeram crimes graves, a criação de um corredor para que aqueles que o governo chama de "mercenários" possam deixar o país, a descentralização do poder na nação e a proteção do idioma russo por meio de emendas constitucionais, entre outros itens.

Tags: aeronave, crise, política, russos, ucranianos

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