Jornal do Brasil

Sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

Internacional

Ban Ki-moon pede embargo de armas na Síria

Agência ANSA

O secretário geral das Organizações das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, lançou um apelo ao Conselho de Segurança da ONU para estabelecer um embargo de armas na Síria. "Se as divisões internas do Conselho de Segurança continuarem, peço aos países membros para realizar tais ações individualmente", disse Ban à Asia Society em Nova York, sublinhando mais uma vez que a "guerra na Síria não pode ser vencida militarmente, mas as partes devem sentar à mesa de negociação". 

Ban comentou sobre o conflito na Síria. "Rejeito as afirmações de que Damasco esteja vencendo os conflitos na Síria. Conquistar um território com bombardeios aéreos em quarteirões habitados por civis não é uma vitória", afirmou o secretário. Para ele, o modo justo de colocar um fim na impunidade na Síria é entrar com um recurso na Corte Penal Internacional (CPI). O secretário também pediu que a comunidade internacional não abandone o povo sírio e a região a uma onda sem fim de crueldade e guerra. "estão em jogo todos os valores e motivos pelo qual existem as Nações Unidas", completou Ban.    

Ban Ki-moon também lembrou o alto número de vítimas na região. "O balanço das vítimas pode estar em 150 mil mortes, metade dos 22 milhões de cidadãos foram deslocados, há quase 2,8 milhões de refugiados registrados. Todos os dias são realizadas execuções sumárias e torturas indizíveis, e as pessoas estão morrendo de fome e por doenças infecciosa. E a situação ficou ainda pior com as tensões e violência no Iraque", afirmou. Outro ponto que foi alvo de críticas por parte do secretário foram as eleições no país. 

"As eleições presidenciais na Síria não respeitaram nem mesmo os standard mínimos para um voto crível", afirmou Ban. Para o secretário, as eleições foram "mais um golpe para o processo político". Ele também afirmou que "nenhuma parte é inocente na guerra síria" e que o governo de Bashar al-Assad "demonizou a oposição como terroristas".

Tags: Armas, CONFLITO, onu, Oriente Médio, síria

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