Jornal do Brasil

Segunda-feira, 24 de Novembro de 2014

Internacional

ONU retira dezenas de funcionários do Iraque

Agência Brasil

A Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou hoje (16) a retirada de dezenas de funcionários de Bagdá, capital iraquiana, como medida de precaução, por causa do agravamento da situação de segurança no país. Segundo a ONU, 58 dos 200 funcionários internacionais que trabalham para a organização em Bagdá estão sendo reinstalados temporariamente em outras áreas fora  da capital.

Os 58 empregados seguiram nesta segunda-feira de Bagdá para a capital da Jordânia, Amã, e serão reinstalados em Erbil, no Iraque, informou o porta-voz da ONU, Farhan Haq. “Outros movimentos desse tipo poderão ocorrer nos próximos dias”, disse Haq, ressaltando que a ONU “continuará seu trabalho no Iraque”.

Ainda hoje, a Arábia Saudita acusou o primeiro-ministro xiita iraquiano Nouri Al Maliki de ter conduzido o Iraque à beira de um precipício pela sua política de exclusão dos sunitas e exigiu a formação de um governo de unidade nacional.

Na primeira reação oficial desde a ofensiva "jihadista" no Iraque, o governo saudita declarou-se "contra toda ingerência externa nos assuntos internos do seu vizinho”, em alusão a uma possível intervenção do Irã, seu adversário na região, e aos Estados Unidos, para conter o avanço dos islamitas radicais.

Para a Arábia Saudita, país com importante influência no mundo árabe, a ofensiva dos "jihadistas" e de outros grupos sunitas que, em poucos dias, controlaram importantes regiões do território, foi provocada “pela política confessional e de exclusão” conduzida há vários anos por Maliki.

O governo saudita exigiu “medidas que garantam a todo o povo iraquiano uma verdadeira participação” na gestão dos assuntos públicos e considerou que a única saída para a crise consiste na “rápida formação de um governo de unidade nacional" onde Maliki não terá lugar.

Tags: crise, iraque, Nações, Organização, Unidas

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