Jornal do Brasil

Quarta-feira, 26 de Novembro de 2014

Internacional

Greve da Rai é avaliada como fora das normas

Sindicatos convocaram paralisação do setor para dia 11 de junho

Agência ANSA

A convocação da greve dos funcionários da rede de rádio e televisão estatal italiana Rai, para o próximo dia 11, foi avaliada nesta terça-feira (3) como não adequada à lei pela Autoridade para as Garantias nas Comunicações (AGCOM, na sigla em italiano), órgão regulador italiano do setor. O sindicato dos trabalhadores do setor de comunicação convocou a paralisação em protesto ao corte de 150 milhões de euros (R$ 450 milhões) no orçamento anual da empresa anunciado pelo governo e aprovada hoje pelo Senado.    

O órgão regulador informou que a greve não respeita a regra do intervalo de período entre uma paralisação e outra. "Em particular a convocação não respeita a regra do intervalo de dez dias entre duas greves no mesmo setor, ao considerar a paralisação do sindicato USB prevista para o próximo dia 19 e que foi comunicada antes", explica a nota do órgão regulador.    

"Portanto a AGCOM convida os sindicatos a respeitarem o que está estabelecido, também como forma de evitar sanções judiciais", se lê na nota.    

A Codacons, a associação dos consumidores italianos, também criticou a greve da emissora pois avalia que a Rai por ser um serviço público, não pode parar suas atividades.    "Em caso de greve em 11 de junho, será inevitável uma denúncia contra os jornalistas e funcionários da Rai por interrupção do serviço público", afirma a Codacons. "A Rai é um serviço público e como tal não pode ser interrompido por decisão dos seus funcionários, apenas no máximo respeito as normas sobre as greves, que se não serão respeitadas serão tomadas medidas penais contra os trabalhadores e os sindicatos", destaca a associação.    

Por sua vez, Susanna Camusso, secretária da Confederação Geral Italiana do Trabalho, (CGIL, na sigla em italiano) um dos maiores sindicatos italianos criticou a decisão do órgão regulador.    

"É grave dizer que a greve é humilhante. Qualquer pessoa deveria saber que greve é uma coisa normal", afirmou Camusso.    

Por sua vez, o Senado aprovou hoje o corte de 150 milhões de euros proposto pelo governo.    

A redução dos recursos da emissora faz parte de um projeto de corte de despesas públicas anunciado pelo primeiro-ministro italiano Matteo Renzi.

Tags: agcom, codacons, funcionários, greve, itália, paralisação, rai

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