Jornal do Brasil

Sábado, 20 de Dezembro de 2014

Internacional

Israel condena novo governo palestino e reitera ameaças

Agência Brasil

O governo israelense condenou hoje (2) a formação do novo governo palestino de unidade nacional e ameaçou adotar medidas de retaliação, sem especificar quais.

Após uma reunião de emergência, o governo de segurança nacional, presidido pelo primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, confirmou o rompimento de quaisquer negociações com o novo governo palestino “aliado à organização terrorista Hamas”, dando luz verde a Netanyahu para impor “novas sanções” à Autoridade Palestina doo presidente Mahmud Abbas, de acordo com comunicado do gabinete do chefe do Executivo de Israel.

No domingo (1º), o governo israelense já tinha decidido não reconhecer o novo Executivo da Palestina e não manter relações com a nova formação.

No comunicado de hoje,  Israel reafirmou que considera o presidente Abbas responsável por qualquer ação “destinada a abalar a segurança de Israel” a partir de agora, seja na Faixa de Gaza ou na Cisjordânia.

“Abu Mazen (nome por que é conhecido Mahmud Abbas) decidiu aliar-se com o Hamas, uma organização classificada como terrorista pelos Estados Unidos, a Europa, o Egito e muitos outros países”, lamentou o primeiro-ministro israelita.

Netanyahu tinha já exortado os Estados Unidos e a União Europeia a “não se precipitarem” em reconhecer um governo palestino apoiado pelo Hamas.

Desde o acordo de reconciliação concluído em 23 de abril entre a Organização de Libertação da Palestina (OLP), dominada pelo movimento nacionalista Fatah, e o Hamas, o governo de Israel tinha decidido suspender as negociações de paz com os palestinos e adotar novas sanções econômicas.

O novo Executivo palestino, composto por personalidades independentes apoiadas pelo Hamas, tomou posse hoje. Constituído por 17 ministros, será um governo de transição, que terá como missão prioritária preparar eleições presidenciais e legislativas até ao fim deste ano.

Tags: crise, israelenses, negociação, PALESTINOS, política

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