Jornal do Brasil

Terça-feira, 21 de Outubro de 2014

Internacional

Italianas estão desinformadas sobre contracepção

Agência ANSA

Um terço das mulheres italianas com idade entre 20 e 30 anos acredita que não é possível engravidar na primeira experiência sexual, revela pesquisa realizada em 17 países e apresentada no Congresso da Sociedade Europeia sobre Contracepção (ESC) em Lisboa.    

Uma em cada dez jovens italianas acredita que é possível engravidar através de um beijo e 7% acredita que a Coca Cola tem propriedades espermicidas.    

O estudo realizado por Gfk Healtcare entrevistou quase 9 mil mulheres, da qual 500 na Itália, e os dados deste país apontam resultados preocupantes, explicou Paolo Scollo, presidente da Sociedade Italiana de Ginecologia e Obstetrícia (Sigo).    Para 31% das entrevistadas a interrupção do coito é um sistema eficaz de contracepção, apenas 16% diz estar informada sobre métodos contraceptivos disponíveis, e uma em cada cinco nunca falou com o seu médico sobre o assunto. Estes resultados explicam a alta taxa de abortos no país, sobretudo entre adolescentes.    

O aborto na Itália é permitido até os noventa dias de gravidez por questões sociais, médicas ou econômicas e em qualquer período gestacional em caso de crime ou violência sexual, risco de morte ou saúde física ou mental e malformação do feto. "Falta informação, tanto do ponto de vista médico como social por isso estamos elaborando um projeto para apresentar a ministra Giannini para introduzir o tema no currículo escolar já no ensino fundamental 2, formando também os educadores", disse Scollo. Durante o congresso também será apresentado um novo dispositivo intra-uterino, o menor do mundo, que depois de ser inserido pelo ginecologista tem um efeito que dura por três anos.   

 "Este é particularmente indicado para as mulheres mais jovens, ainda que seja indicado para todas as idades, porque além de resolver os problemas de esquecimento, tem uma baixíssima dosagem hormonal", informou Valeria Dubini da Sigo.

Tags: aborto, estudo, gfk healtcare, gravidez, itália, saíde

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