Jornal do Brasil

Quinta-feira, 30 de Outubro de 2014

Internacional

Presidente confirma mortes em confrontos na Ucrânia

Agência ANSA

Munidos de bastões, pedras e coquetéis molotov, dezenas de manifestantes pró-Rússia e pró-Ucrânia entraram em confronto nesta sexta-feira (2) em regiões do leste da Ucrânia, em meio a uma ofensiva militar lançada por Kiev para reconquistar cidades da região.

O presidente interino da Ucrânia, Oleksandr Turcinov, anunciou que as forças pró-Rússia "tiveram perdas consideráveis, com muitos mortos e feridos". O mandatário, no entanto, não informou o número exato de vítimas.

Do lado ucraniano, porém, Turcinov disse que foram registrados dois mortos e sete feridos. De acordo com ele, o Exército do país conseguiu "ocupar todas as localidades fortificadas e check-points" próximos a Sloviansk, "isolando a cidade completamente".

Na cidade portuária de Odessa, centenas de militantes atacaram uma manifestação pela unidade nacional que reunia 1,5 mil pessoas. A polícia agiu para conter os confrontos, mas ao menos uma pessoa teria morrido e várias ficaram feridas.

"Os que estão no poder em Kiev devem ter bom senso e frear a morte de seus cidadãos, senão o futuro do país pode ser muito triste", disse, por sua vez, o presidente russo, Dmitri Medvedev.

ONU

De acordo com fontes do governo russo, o país pediu uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas para discutir a situação na Ucrânia. O pedido teria sido motivado pela "grave escalada de violência no leste da Ucrânia".

Casa Branca

A chanceler alemã, Angela Merkel, chegou hoje em Washington para se reunir com o presidente norte-americano, Barack Obama, e falar da situação na Ucrânia. Em uma coletiva de imprensa, Obama e Merkel disseram estar "prontos para dar novos passos [e adotar mais sanções] se a Rússia continuar com a invasão" da Ucrânia.

Gás

Também hoje, Moscou deu um ultimato ameaçando reduzir o fornecimento de gás caso Kiev não quite suas dívidas até o fim do mês. As tensões entre Moscou e Kiev aumentaram desde quando a região da Crimeia, em um referendo, decidiu se anexar à Rússia. O episódio fez que outras cidades começassem a declarar intenção de se desmembrar da Ucrânia. 

Tags: crise, EUA, mortes, russia, ucranianos

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