Jornal do Brasil

Quarta-feira, 20 de Agosto de 2014

Internacional

Pró-russos exigem retirada de sanções da UE

Agência ANSA

O líder separatista Viaceslav Ponomariov, autodenominado prefeito de Sloviansk, na Ucrânia, anunciou nesta terça-feira (29) que as negociações pela libertação dos observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (Osce) serão retomadas após o cancelamento das novas sanções européias contra 5 líderes das forças de autodefesa.     

Por sua vez, o secretário-geral da Osce, Lamberto Zannier, declarou hoje sua preocupação com os 13 observadores sequestrados na semana passada por separatistas pró-russos. "Estou preocupado, porque em Sloviansk é difícil saber com quem negociar pela libertação dos nossos observadores".     

"Enviamos no local nossos inspetores de várias nacionalidades, mas cada cidade ocupada autonomeou "os seus novos líderes, os quais, dificilmente se comunicam entre eles", afirmou o secretário em entrevista a imprensa italiana.     

"Nós da Osce não temos nenhuma cor política, nenhum rótulo de pertencimento, Isto deveria facilitar as coisas", disse Zannier.     

Ainda hoje a União Europeia (UE) anunciou novas sanções desta vez contra 15 pessoas do governo russo, entre elas o chefe do Estado Maior russo, Valery Gerasiomv, o diretor da inteligência militar, Igor Sergun, e dois vice-presidentes da Duma , o Parlamento russo, do partido do presidente russo Vladmir Putin, Rússia Unida.     

Por sua vez, o ministério russo das Relações Exteriores comentou as novas sanções da EU afirmando que o bloco europeu se deixa influenciar pelo governo dos Estados Unidos (EUA). "Em vez de obrigar Kiev a sentar na mesa de negociação com a Ucrânia do leste para discutir a futura ordem do país, os nossos parceiros se deixam influenciar por Washington com novos atos não amigáveis em relação à Rússia".     

Ontem os EUA anunciaram a imposição de novas sanções a empresas e cidadãos russos em retaliação ao envolvimento de Moscou na crise ucraniana.

Tags: crise, russia, Sanções, UCRÂNIA, união europeia

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