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Sábado, 21 de Abril de 2018 Fundado em 1891

Internacional

Moscou pede fim de operações no leste ucraniano

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Em uma conversa por telefone neste sábado (26) com o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, pediu o fim das operações militares conduzidas pelas forças de segurança de Kiev contra manifestantes pró-Moscou no leste ucraniano e das agressões por parte de grupos ultranacionalistas.

    Além disso, segundo a agência Itar-Tass, o chanceler disse para Kerry usar toda a sua influência para conseguir a libertação de líderes pró-russos. Mais cedo, o governo da Rússia rebateu as acusações do Pentágono de que teria violado o espaço aéreo ucraniano. De acordo com o órgão de segurança norte-americano, caças de Moscou sobrevoaram o território do país vizinho ao longo da última sexta-feira (25).

    "Nenhuma violação foi registrada pelos nossos meios de controle", diz uma nota divulgada pela pasta. Enquanto isso, o G7 - grupo formado por Alemanha, Canadá, EUA, França, Itália, Japão e Reino Unido - está se preparando para aprovar novas sanções contra a Rússia na próxima segunda-feira (28). Em um comunicado, o bloco afirmou que Moscou não tomou nenhuma medida concreta para manter o acordo de Genebra, mas ressaltou que a porta para uma solução diplomática para a crise permanece aberta. 

Vaticano 

O papa Francisco recebeu neste sábado no Vaticano o primeiro-ministro interino da Ucrânia, Arseni Yatseniuk, em um encontro que durou 18 minutos. Na reunião, o premier entregou ao Pontífice uma foto da praça da Independência de Kiev, foco dos protestos que culminaram com a queda do presidente Viktor Yanukovich, tirada na noite de Ano Novo. "Aqui é onde os ucranianos lutaram pela liberdade e pelos seus direitos", afirmou. Já Francisco deu a Yatseniuk uma caneta e pediu ao político para usá-la para "assinar a paz".

O premier estava em Roma para participar da cerimônia de canonização dos papas João Paulo II e João XXIII, mas teve que deixar a cidade antes do previsto por conta do agravamento da crise em seu país, onde oito observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (Osce) foram raptados por manifestantes pró-Rússia. Entre os sequestrados estão quatro alemães, um tcheco, um dinamarquês, um polonês e um sueco. (ANSA)



Tags: CONFLITO, UCRÂNIA, kiev, russia, tensão

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