Jornal do Brasil

Segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

Internacional

Itália aprova lei contra corrupção mafiosa

Lei visa agir contra qualquer tipo de corrupção no Parlamento

Agência ANSA

O Senado italiano aprovou o projeto de lei contra o "voto de escambio político-mafioso" e que, agora, virou lei. A votação obteve 191 votos a favor, 32 contra e 18 abstenções. A lei contra o "voto de escambio" visa agir contra qualquer tipo de corrupção no Parlamento, interna e externa, inclusive com ligações com a máfia. Não se trata apenas de transações em dinheiro neste caso, mas também as envolvendo "outros benefícios" em acordos entre políticos e organizações mafiosas, como prevê o projeto. Ou seja, qualquer tipo de vínculo ou favores poderá ser passível de punição. 

As penas para este tipo de crime, que eram de 7 a 12 anos de detenção passam para 4 a 10 anos. Durante a votação, os parlamentares do partido Movimento 5 Estrelas (M5S), liderado pelo comediante Beppe Grillo, causaram tumulto e exibiram cartazes com foto-montagens do primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi usando chapéus de "mafioso" e os dizeres "os poderosos chefões do voto de escambio". Eles também seguravam fotos do ex-premier Silvio Berlusconi e do presidente do país, Giorgio Napolitano. 

O presidente do Senado, Pietro Grasso, pediu ordem no local e pediu para que os parlamentares do M5S "deixassem os colegas falarem livremente". Os senadores do partido Alberto Airola e Maurizio Santangelo foram expulsos da sessão por estarem berrando contra os relatores. O senador do M5S Mario Michele Giarrusso declarou durante discurso na sessão que o projeto de lei se transformou em uma "norma inútil" e que a lei é "um favor à máfia e seus aliados". 

O senador do Partido Democrático (PD), comandado por Renzi, Franco Mirabelli anunciou o "sim convicto" em favor do "voto de scambio" e declarou ao M5S que "no entanto, se desejarem, amanhã poderão apresentar uma proposta de lei para aumentar as penas para 7 a 12 anos novamente". A declaração provocou protestos dos membros do M5S. 

Mirabelli pediu para o M5S para "não fazer propaganda eleitoral sobre uma questão tão importante como a máfia, pois a máfia também serve para desacreditar as instituições, assim como vocês estão fazendo."

Tags: escambo, Europa, itália, política, senado

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