Jornal do Brasil

Domingo, 23 de Novembro de 2014

Internacional

Washington Post: EUA ainda é coringa no voto de independência da Escócia

Meses antes da decisão final, o país ainda não se pronunciou.

Jornal do Brasil

O jornal norte-americano Washington Post lançou uma matéria neste sábado sobre o posicionamento dos EUA na questão da independência escocesa. Mesmo com muito a perder caso a Escócia se torne independente do Reino Unido, os EUA ainda não se pronunciaram sobre a votação que acontecerá daqui a alguns meses. Por enquanto, o país se coloca à margem da discussão, afirmando que o futuro da Escócia é um assunto interno.

De acordo com a reportagem, analistas garantem que um posicionamento forte por parte dos EUA poderia influenciar os votos, mas não sabem dizer de que forma. A Escócia tem laços culturais e econômicos poderosos com os norte-americanos e Obama é popular na região. Por outro lado, os escoceses não reagem bem à ideia de pessoas não pertencentes à nação ditando como eles deveriam votar. De qualquer forma, Alex Salmond, líder político escocês, visitou os EUA para garantir que mesmo com a independência,a relação próxima entre os países seria mantida.

Se a Escócia se tornar independente, um terço de terra será retirado do Reino Unido, assim como um décimo do PIB. Além disso, a Inglaterra não terá mais um local para guardar suas armas nucleares, colocadas há muito tempo no porto escocês de Faslane. O país teria que gastar bilhões para achar um novo espaço e poderia até mesmo ser forçado ao desarmamento nuclear. O autor chama atenção para o contexto em que isso se daria, frente ao conflito com a Rússia, que estaria desafiando o Ocidente na questão da Ucrânia.

Tags: escocia, Estados Unidos, geopolítica, independência, Inglaterra, Reino Unido

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