Jornal do Brasil

Quinta-feira, 27 de Novembro de 2014

Internacional

Ucrânia inicia repressão a separatistas do leste

Em Kiev, porém, pessoas protestam contra a medida militar

Agência ANSA

Enquanto as autoridades de Kiev dão início a uma ofensiva contra separatistas pró-russos do leste do país, o premier russo, Dmitri Medvedev, afirma que a Ucrânia está à beira de uma guerra civil.

"O sangue foi derramado novamente na Ucrânia. E o país enfrenta o pressentimento de uma guerra civil", escreveu Medvedev em sua página no Facebook. "A causa da tragédia ucraniana é que as autoridades legítimas não tentaram ao menos manter a ordem pública quando foram iniciadas as ocupações dos prédios administrativos", comentou.

Nesta manhã, o governo ucraniano deu início a uma operação "antiterrorista" na região de Donetsk e no leste do país, onde há indícios de movimentos que defendem uma anexação à Rússia, como ocorreu recentemente com a Crimeia. Foram registrados confrontos em Sloviansk, com disparos e explosões, de acordo com a agência Interfax.

Fontes locais afirmam que foi deslocado um grande número de soldados e veículos blindados para a cidade. Aviões ucranianos também atacaram o aeroporto militar de Kramatorsk, ocupado ontem por grupos pró-russos.

A decisão de reprimir as manifestações no leste do país, porém, provocou reação em cidadãos ucranianos de Kiev, que se posicionaram diante do Parlamento para pedir a renúncia do presidente interino, Olexander Turchynov, e do ministro do Interior, Arsen Avakov, por considerarem a medida inadequada.

Mortes

Ao menos quatro integrantes de grupos pró-russos morreram hoje e outros ficaram feridos em um enfrentamento com militares ucranianos no aeroporto de Kramatorsk, no leste do país. A informação foi divulgada pela agência Ria Novosti. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia, por sua vez, demonstrou "profunda preocupação" com a escalada da tensão e lamentou as mortes. (ANSA)  

OTAN

Por sua vez, o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Anders Fogh Rasmussen, afirmou que a entidade excluiu a possibilidade de promover uma intervenção militar na Ucrânia. "Não estamos discutindo opções militares para o país. Continuamos pensando que a solução é política", disse. "A Rússia também deveria parar de ser parte do problema na Ucrânia e começar a ser parte da solução", advertiu. (ANSA)

Tags: CONFLITO, crise, russia, tensão, UCRÂNIA

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