Jornal do Brasil

Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2014

Internacional

Putin telefona a Obama para discutir crise ucraniana

Agência ANSA

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, telefonou nesta sexta-feira (28) para o mandatário dos Estados Unidos, Barack Obama, para discutir uma proposta de resolução diplomática sobre a crise na Ucrânia. O possível acordo foi apresentado pelo secretário de Estado norte-americano, John Kerry, ao ministro das Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov, durante um encontro entre os dois em Haia (Holanda) no início desta semana.

Segundo a Casa Branca, Obama sugeriu que Putin enviasse por escrito uma resposta concreta à proposta dos EUA e os dois líderes concordaram que seus chanceleres devem se reunir novamente para debater os próximos passos. Contudo, o presidente norte-americano fez questão de ressaltar que uma negociação diplomática só será possível se a Rússia retirar suas tropas da fronteira com a Ucrânia e não tomar qualquer iniciativa para violar sua soberania e integridade territorial.

O mandatário dos Estados Unidos também exortou Moscou a apoiar o processo de "reforma constitucional e eleições democráticas" conduzido por Kiev e a evitar "novas provocações". No entanto, o conteúdo do acordo sugerido por Kerry não foi divulgado.

Logo após o pronunciamento da Casa Branca, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, disse que o próprio Putin assegurou a ele que não tem qualquer intenção de conduzir operações militares na Ucrânia.

 

Eleições

 

Petro Poroshenko, conhecido pelos ucranianos como "Rei do Chocolate" por ter construído sua fortuna em negócios ligados ao doce, formalizou sua candidatura à Presidência do país. O oligarca é um dos principais incentivadores dos protestos antigoverno na praça da Independência em Kiev e é o favorito para vencer o pleito marcado para 25 de maio.

Segundo uma pesquisa realizada recentemente, Poroshenko tem 24,9% das intenções de voto, seguido pelo ex-pugilista Vitali Klitschko (8,9%) e pela ex-premier Yulia Tymoshenko (8,2%).

Tags: capital, crise, mortes, política, UCRÂNIA

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