Jornal do Brasil

Terça-feira, 30 de Setembro de 2014

Internacional

Governo ucraniano pede que Parlamento aprove exercícios militares com a Otan

Agência Brasil

O presidente interino da Ucrânia, Olexander Tuchinov, pediu ao Parlamento do país que aprove ainda hoje (26) os exercícios militares com parceiros da Organização do Tratado do Atlântico (Otan), aliança militar intergovernamental que pode responder a um ataque russo caso seus Estados-Membros concordem. Caso sejam aprovados os exercícios, as tropas norte-americanas poderiam ficar mais próximas das forças russas que estão na península da Crimeia.

Tuchinov fez o pedido depois de a Rússia anunciar que tinha o controle de 193 bases militares que eram de propriedade ucraniana no Mar Negro até a anexação da Crimeia. De acordo com o presidente interino, o governo pretende realizar duas séries regulares de exercícios militares com os Estados Unidos no verão europeu, entre junho e setembro.

No passado, esses exercícios, que foram por um tempo realizados na Crimeia, já provocaram inquietações em autoridades russas. Nos últimos anos, foram baseados nos portos de Odessa. Além dos exercícios no Mar Negro, a Ucrânia também planeja operações em terra nas fronteiras com a Polônia, Moldávia e Romênia.

Apesar de a administração norte-americana ter proposto um corte de 28% nas ações do Pentágono em relação à modernização das forças armadas da Ucrânia e de outros países da antiga União Soviética, o porta-voz da instituição norte-americana de segurança disse que os exercícios devem ser realizados, de acordo com a programação.

Depois da anexação da Crimeia pela Rússia, 51 navios ucranianos hastearam a bandeira russa, de acordo com o chefe do Instituto de Pesquisa Político-Militar da Ucrânia, Dmitri Timchuk. A Marinha ucraniana conseguiu manter apenas um navio de guerra, uma lancha com artilharia e oito navios de apoio, por terem saído da Crimeia antes da anexação das bases navais. Além desses, a frota militar ucraniana conta com cinco lanchas e três embarcações menores.

Tags: CONFLITO, crise, política, protesto, UCRÂNIA

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