Jornal do Brasil

Terça-feira, 30 de Setembro de 2014

Internacional

Obama diz que Otan reagirá a agressões da Rússia

Agência ANSA

Em uma coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (25) em Haia, na Holanda, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que está preocupado com possíveis "novas violações" da Rússia na Ucrânia e pediu para Moscou agir de modo responsável, ou terá que arcar com os custos.    

Segundo o mandatário, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), aliança militar que reúne 28 países, está se organizando para criar planos de emergência que protejam os seus aliados de eventuais agressões das tropas russas. "Todos os aliados da Otan têm a garantia que nós, incluindo os Estados Unidos, iremos dar total apoio ao conceito de defesa coletiva previsto pelo artigo 5 do Pacto Atlântico", afirmou.    

As potências ocidentais acusam a Rússia de acumular tropas na fronteira com a Ucrânia, ameaçando a segurança não apenas de Kiev, mas também de outras nações do leste europeu, como a Moldávia, onde a população da região da Transnístria sonha com uma anexação por Moscou, e os países bálticos (Letônia, Lituânia e Estônia). "Existem momentos nos quais uma ação militar pode ser justificada. A Rússia é uma potência regional que está ameaçando alguns países limítrofes na base da fraqueza. Não tem necessidade de invadir um vizinho para ter relações estreitas de colaboração com ele", acrescentou Obama.    

O presidente norte-americano ainda afirmou que se o governo russo "ir além" podem ser adotadas novas sanções, mas voltadas a setores específicos, como os de finanças, comércio e energia, sendo este último o principal pilar da economia local. "Continuar seria uma escolha ruim, mas o presidente é ele. Só ele pode decidir", completou o mandatário, referindo-se a Vladimir Putin. 

Tags: capital, crise, mortes, política, UCRÂNIA

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