Jornal do Brasil

Terça-feira, 2 de Setembro de 2014

Internacional

Kiev não deve escolher lado, defende Obama

Futuro da Ucrânia deve ser decidido por povo, afirma presidente

Agência ANSA

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Barack Obama, afirmou que a Ucrânia "não precisa escolher entre leste ou oeste", em entrevista a imprensa holandesa publicada nesta terça-feira (25).

    "Os EUA não enxergam a Europa como um campo de batalha entre leste e oeste. Quem pensa assim tem uma mentalidade que deveria ter desaparecido com o final da Guerra Fria. O povo ucraniano não tem necessidade de escolher entre leste e oeste", afirmou Obama.

    "É importante e significativo que a Ucrânia tenha boas relações com os EUA, com a Rússia e com a Europa, porque o futuro da Ucrânia deve ser decidido pelo povo da Ucrânia", afirmou ele.

    Ao falar de Moscou, Obama afirmou que "a minha mensagem, em todas as discussões com os líderes europeus, será que a Rússia deve entender as consequências econômicas e políticas das suas ações na Ucrânia. As ações da Rússia são inaceitáveis. Devem ter consequências. E se a situação continuar tensa, devemos estar preparados a impor custos mais altos".

    O presidente norte-americano concedeu uma entrevista para o jornal impresso De Volkskrant em ocasião da reunião do G7 em Haia na qual os líderes do grupo formado por Alemanha, Canadá, EUA, França, Itália, Japão e Reino Unido, confirmaram que não irão do G8 que aconteceria neste ano em Sochi, na Rússia, e marcaram um novo encontro em Bruxelas, (Bélgica) sem a presença de Moscou. Os líderes decidiram a expulsão da Rússia do grupo dos países mais industrializados do mundo até que Moscou não mude de posição em relação a Crimeia.

Rússia

A Rússia informou hoje que está interessada em manter os contatos com os sócios do G8, inclusive no mais alto nível.

    "Continuamos prontos para estes contatos em todos os níveis, inclusive nos mais altos. Estamos interessados nestes contatos", declarou Dmitri Peskov, porta-voz do presidente russo Vladimir Putin.(ANSA)

Tags: CONFLITO, crise, política, protesto, UCRÂNIA

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