Jornal do Brasil

Terça-feira, 25 de Novembro de 2014

Internacional

Silêncio de potências com crise na Ucrânia é criticado por jornal americano

U.S. News&World Report recomenda cautela ao "apadrinhar" emergentes como Brasil e Índia

Jornal do Brasil

O jornal norte-americano U.S. News&World Report publicou reportagem no último sábado (22) em que questiona o posicionamento de grandes potências como China, Brasil e Índia, em relação à crise na Ucrânia. Enquanto os Estados Unidos autorizam sanções à Rússia e os países do G8 abandonam a próxima reunião, que seria realizada em Sóchi neste ano, "o silêncio de outros (países) tem sido ensurdecedor".

China, Brasil e Índia estariam falando muito pouco sobre o assunto, indica a reportagem assinada por Michael Schroeder e David Banks, apesar do histórico de defesa pública dos princípios de não-interferência e integridade territorial. Para o jornal, o silêncio de países influentes revela a realidade do poder político e o fracasso da arquitetura institucional moderna para administrá-lo.

Uma razão para tal silêncio, aponta, seria a dificuldade de definir quem são as grandes potências exatamente. Historicamente, defende, o status de "grandes potência" seria um status social que as maiores potências conferem entre si, e negam a outras, não apenas levando em conta questões militares e econômicas. 

Para ilustrar o que determina a participação de certo país em um grupo de grandes potências, o jornal cita três propósitos que definiriam o sucesso de determinado grupo de poder no século 19, por exemplo. O primeiro seria a deliberação de direitos especiais entre os membros, o segundo faz referência à oferta de benefícios entre os membros do clube, e o terceiro seria relacionado ao caráter do clube de refletir um consenso relacionado a padrões básicos de ordem internacional - "é aqui que passado e presente colidem". 

"Enquanto a promoção da construção de um consenso é um importante passo, formuladores de políticas do Ocidente deveriam tomar cuidado para não apadrinhar potências emergentes como Brasil e Índia e, sim, tratá-los como recém-chegados que precisam ser cortejados e socializados. Eles têm se beneficiado de coexistência pacífica e estável, e defendidos por muitos dos mesmos princípios que o presidente da Rússia Vladimir Putin tem violado", acredita a publicação. 

Tags: brasil, crimeia, EUA, g8, russia

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