Jornal do Brasil

Terça-feira, 23 de Dezembro de 2014

Internacional

Ucrânia: 96,6% votaram a favor da reunificação da Crimeia com a Rússia

Agência Brasil

Um total de 96,6% dos eleitores da Crimeia votou a favor da reunificação com a Rússia no referendo desse domingo (16), informou hoje (17) o presidente da Comissão Eleitoral da Crimeia, Mikhailo Malychev. "Esses dados já não variam", disse Mikhailo Malychev, que estimou em 82,71% a participação na consulta feita na península banhada pelo Mar Negro.

"Resultados definitivos do referendo em 96,6 a favor!”, escreveu, por sua vez, o primeiro-ministro pró-Rússia da Crimeia, Serguii Axionov, em sua conta no Twitter. Em sessão extraordinária, o Parlamento da Crimeia vai aprovar hoje os resultados do referendo e, em seguida, pedir ao presidente russo, Vladimir Putin, que aceite a República Ucraniana na Federação Russa.

O referendo, que incluiu duas perguntas - “Aprova a reunificação da Crimeia com a Rússia como membro da Federação Russa?” e “Aprova a restauração da Constituição da Crimeia de 1992 e o Estatuto da Crimeia como parte da Ucrânia?” - é considerado ilegal pelas novas autoridades de Kiev e pela maioria da comunidade internacional. Só Moscou defende que se trata de uma consulta “legítima”.

As autoridades autônomas da Crimeia convocaram o referendo de domingo na sequência da deposição do presidente ucraniano pró-Rússia, Viktor Ianukóvitch, em fevereiro, após três meses de violentos protestos em Kiev, liderados pelas forças da oposição.

Depois da queda de Ianukóvitch, forças apoiadas pela Rússia assumiram o controle da península do Sul da Ucrânia, transformada no foco do mais grave conflito entre Leste e Ocidente desde o fim da Guerra Fria.

Seis décadas após a decisão unilateral do então dirigente soviético Nikita Khrushchev, de anexar essa região tradicionalmente russa à Ucrânia, as respostas às duas questões colocadas aos eleitores da Crimeia no referendo poderão definir por muito tempo as relações entre a Rússia e o Ocidente.

Em um território habitado majoritariamente por 58,32% de russos, 24,32% de ucranianos (ambos de religião ortodoxa) e 12,1% de tártaros da Crimeia (muçulmanos), previa-se que o desfecho da consulta não fosse surpreendente, depois de uma sondagem recente ter previsto um “sim” esmagador à união com a Rússia.

Tags: CONFLITO, crise, política, protesto, UCRÂNIA

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Comentários

1 comentário
  • fauzi amim salmem

    A reportagem é tendenciosa, quando afirma que a maioria da comunidade internacional considerou ilegal o plebiscito, que referendou a decisão do Parlamento da Criméia. Por que disse ser a maioria, se somente os europeus e os EUA estão condenando? Quais os outros países, além desses povos belicosos, amantes da lei do mais forte? É falha também porque não disse qual foi o percentual da população que compareceu para votar.

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