Jornal do Brasil

Domingo, 21 de Setembro de 2014

Internacional

Estados Unidos advertem para sanções adicionais contra a Rússia

Agência Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, advertiu para possíveis sanções adicionais contra a Rússia, garantindo que "nunca” reconhecerá o resultado do referendo desse domingo (16) que aprovou a separação da Crimeia da Ucrânia.

Em conversa telefônica mantida com o presidente russo, Vladimir Putin, Obama disse que o referendo feito “sob intervenção militar russa”, viola a Constituição da Ucrânia e que os Estados Unidos “nunca” reconhecerão o resultado. “Estamos dispostos a impor custos adicionais à Rússia pelos seus atos”, avisou Obama, de acordo com comunicado divulgado pela Casa Branca.

Na mesma conversa, Putin reiterou a legitimidade da consulta popular, na qual, segundo resultados parciais, mais de 95% dos eleitores da Crimeia aprovaram a reunificação da península ucraniana com a Rússia.

Obama reiterou que uma solução diplomática não poderá ser alcançada enquanto as forças militares russas continuarem as suas incursões em território ucraniano.

A reunificação da Crimeia com a Rússia deve causar a maior alteração no mapa da Europa desde a independência do Kosovo em relação à Sérvia, em fevereiro de 2008, acontecimento que Putin cita como exemplo.

As autoridades autônomas da Crimeia convocaram o referendo na sequência da deposição do presidente ucraniano pró-Rússia Viktor Ianukóvitch em fevereiro, após três meses de violentos protestos em Kiev, a capital, liderados pelas forças da oposição.

Depois da queda de Ianukóvitch, forças apoiadas pela Rússia assumiram o controlo da península do Sul da Ucrânia, transformada no foco do mais grave conflito entre Leste e Ocidente, desde o fim da Guerra Fria.

Os cerca de 1,5 milhão de eleitores da Crimeia foram chamados a responder duas perguntas: Aprova a reunificação da Crimeia como membro da Federação da Rússia? e Aprova a restauração da Constituição da Crimeia de 1992 e o Estatuto da Crimeia como parte da Ucrânia?.

Tags: crise, EUA, REFERENDO, russia, sanção, UCRÂNIA

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