Jornal do Brasil

Sábado, 25 de Outubro de 2014

Internacional

EUA aumentam apoio militar à Polônia e a países do Báltico

Agência Brasil

Os Estados Unidos decidiram intensificar a cooperação militar com a Polônia e os países do Báltico para mostrar “apoio” aos aliados na sequência da intervenção da Rússia na Ucrânia, anunciou hoje (5) o secretário da Defesa, Chuck Hagel.

Essa cooperação vai passar pelo reforço dos treinos aéreos conjuntos e a participação na proteção do espaço aéreo dos países bálticos – Estônia, Letônia e Lituânia -, acrescentou o chefe do Pentágono na Comissão de Forças Armadas do Senado. Um destacamento militar norte-americano, com uma dezena de homens, está estacionado em duas bases aéreas da Polônia para organizar os exercícios conjuntos.

A proteção do espaço aéreo da Estônia, Letônia e Lituânia é assegurado há dez anos pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), assegurado pelos países-membros da Aliança, rotativamente, e por períodos de quatro meses. Os Estados Unidos iniciaram em janeiro um desses períodos de quatro meses, para o qual estacionaram quatro caças-bombardeiros F-16 naqueles países.

Hagel disse ainda que o chefe do comando europeu da Otan, o general Philip Breedlove, vai reunir-se com os ministros da Defesa dos países da Europa Central e do Leste.

Além das medidas promotoras de confiança nos aliados da região, a crise na Ucrânia exige, segundo Hagel, “uma liderança estável e firme”. “Devemos estar todos ao lado do povo ucraniano no apoio à integridade territorial e à soberania (da Ucrânia), como ao seu direito de ter um governo que responda às (suas) aspirações”, disse.

O chefe do Estado-Maior dos Estados Unidos, general Martin Dempsey, confirmou a suspensão, decidida na segunda-feira (3), da cooperação militar com a Rússia. A tensão na região acentuou-se nos últimos dias com a decisão da Rússia de enviar tropas para a República Autônoma da Crimeia, ao Sul da Ucrânia, território de maioria russa e estratégico para Moscou, que tem ali a base da sua frota do Mar Negro.

A decisão foi tomada em nome da proteção dos cidadãos e soldados russos, depois de o governo autônomo ter rejeitado o novo governo da Ucrânia, formado pelos três principais partidos de oposição ao presidente ucraniano Viktor Ianukóvitch, atualmente exilado.

Tags: capital, crise, mortes, política, UCRÂNIA

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