Jornal do Brasil

Quarta-feira, 1 de Outubro de 2014

Internacional

Chanceler venezuelano visita Mercosul para discutir crise no país

Agência Brasil

O governo venezuelano lançou uma ofensiva diplomática para assegurar o apoio dos países vizinhos na crise que enfrenta há duas semanas. Em dois dias, o chanceler Elias Jaua visitou Bolivia e Paraguai ontem (25), Argentina e Uruguai hoje (27), e pretende desembarcar em Brasília ainda nesta quinta-feira para encontro com o ministro de Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo.

Depois de encontro de uma hora, pela manhã, com a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, o chanceler Jaua disse à imprensa que “estamos entregando a todos os presidentes um relato sobre a situação, as causas e a evolução [dos acontecimentos] e o comportamento das forças de segurança do Estado venezuelano”.

Segundo Jaua, 14 pessoas morreram por causa dos protestos, que estão ocorrendo há duas semanas, mas em apenas três casos existe suspeita de participação das forças de segurança. Na versão do governo de Caracas, disse ele, as manifestações foram planejadas por “grupos violentos da oposição”, com “o único propósito de derrubar o presidente Nicolás Maduro”.

O chanceler disse que a visita aos países-membros e associados do Mercosul (bloco regional integrado também pela Venezuela) é em busca de apoio a Maduro, que foi eleito, em abril do ano passado, para ocupar o lugar de Hugo Chávez – presidente da Venezuela de 1999 até o início de 2013, quando morreu em tratamento de câncer, em Cuba.

O chanceler argentino, Hector Timerman, disse que a Argentina “apoia as instituições da Venezuela em todos os fóruns internacionais do qual participa”. Com o apoio argentino, a Venezuela decidiu convocar uma reunião das 12 nações que formam a União das Nações Sul-Americanas (Unasul). “Estamos convocando a reunião para discutir a agressão e a ameaça latente à democracia venezuelana”, disse Jaua.

Tags: Atos, Caracas, mortes, protestos, ruas

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