Jornal do Brasil

Quarta-feira, 20 de Agosto de 2014

Internacional

UE convida Rússia a trabalhar em parceria na Ucrânia

Agência ANSA

 A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Catherine Ashton, convidou nesta terça-feira (25) o governo russo a trabalhar em parceria com o bloco europeu para ajudar na crise política ucraniana.

    "Vamos nos mostrar à altura da nossa responsabilidade comum de ajudar Kiev", disse Ashton.

    A diplomata da UE exclui que possa comprometer Moscou. "A Rússia não tem com que se preocupar porque suas ligações com os países vizinhos não estão absolutamente ameaçadas".

    "Como a Rússia, a UE é uma parceira comercial fundamental na região. É lógico então que a UE ofereça acordos de livre comércio a estes países", disse Ashton ao recordar os acordos fechados entre Moscou com os países vizinhos.

    "Ninguém é obrigado a escolher, estes países podem muito bem ter ao mesmo tempo acordos de livre comercio com a Rússia e a UE", afirmou ela.

    A diplomata destaca a necessidade de respeitar as "decisões estratégicas dos países" e destaca como a crise política ucraniana esteja ligada a "brusca e inesperada revisão do presidente ucraniano" sobre o acordo de associação com a UE, se referindo a decisão do presidente deposto Viktor Yanukovich que decidiu não assinar o acordo de livre comércio com o bloco europeu para se aproximar da Rússia, gerando as manifestações em novembro do ano passado que culminaram com o impeachment dele no último domingo (23).

    Para a Ashton "chegou o momento de agir de forma responsável, de ajudar a Ucrânia a sair da crise política e a UE e a Rússia devem agir tempestivamente para dar um apoio adequado ao processo".

    Por sua vez, o presidente ucraniano ad ínterim, Oleksandr Turcinov informou hoje que a formação do novo governo ucraniano de unidade nacional foi adiada para a próxima quinta-feira (27).

    Ashton se reuniu ontem com Turcinov e anunciou que retomará "imediatamente" as negociações para um acordo de associação de livre comércio com o bloco econômico.(ANSA)

Tags: CONFLITO, crise, política, protesto, UCRÂNIA

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