Jornal do Brasil

Sábado, 23 de Agosto de 2014

Internacional

Presidente de Uganda defende lei antigay

Jornal do Brasil

Em uma carta ao presidente dos EUA, Barack Obama, datada de 18 de fevereiro, que acaba de se tornar pública, o presidente de Uganda, Yoveri Museveni, defende o projeto de lei que irá introduzir penas de prisão perpétua para os chamados "homossexuais agravados", como menores de idade ou em casos de estupro, e os termos de 7 a 14 anos para a atividade homossexual ou tentativa real.

A lei foi aprovada pelo Parlamento de Uganda em dezembro passado, mas Museveni recusou-se a assiná-la até que um comitê especialmente designado de pesquisadores e autoridades de saúde se pronunciasse sobre as causas da homossexualidade. A comissão apresentou seu relatório a Museveni e aos membros de seu partido governante, o Movimento de Resistência Nacional, em 14 de fevereiro, quando então Museveni anunciou através de seu porta-voz que iria assinar a legislação.

Com a conclusão unânime do comitê, Museveni escreveu a Obama, “que a homossexualidade, ao contrário do que eu pensava antes, é de comportamento e não de genética." Mas alguns membros do comitê disseram que esta não é a conclusão que chegaram, e que os seus resultados não dão suporte para a legislação draconiana.

Museveni disse a Obama que está agora à espera de esclarecimentos do comitê sobre "se uma combinação de genes pode levar alguém a ser homossexual." Museveni escreveu: "Minha tarefa será concluída e vou assinar a lei.”

Tags: alguém, comitê, homossexual, Obama, uganda

Compartilhe:

Postar um comentário

Faça login ou assine para comentar.