Jornal do Brasil

Terça-feira, 29 de Julho de 2014

Internacional

Ucrânia: Parlamento aprova Constituição que limita poderes do presidente

Governo e oposição assinam acordo para acabar com a crise política

Jornal do Brasil

O Parlamento ucraniano aprovou nesta sexta-feira o retorno à Constituição de 2004, que limita os poderes do presidente da República e concede aos deputados e senadores o direito de nomear ministros. A reforma constitucional foi aprovada por 386 dos 450 deputados.

Ao mesmo tempo, o presidente Viktor Yanukovytch assinou acordo com a oposição para acabar com a crise política de três meses no país. O acordo prevê eleições antecipadas para dezembro e a formação de um governo de coalizão, que deverá incluir representantes da oposição.

Sobre os episódios de violência, ficou estabelecido que serão investigados conjuntamente pelo governo, pela oposição e pelo Conselho Europeu. O Parlamento também anistiará os manifestantes. 

O presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, elogiou o acordo e afirmou que este passo era "necessário para lançar o indispensável diálogo político". "Agora, é responsabilidade de todas as partes transformar as palavras em leis", afirmou, em um comunicado.    

Apesar do acordo, alguns manifestantes ainda exigem a renúncia de Yanukovich e é difícil estimar como a população reagirá nos próximos dias. Desde novembro de 2013, milhares de ucranianos estão saindo às ruas para protestar contra o governo do presidente Viktor Yanukovich. 

As manifestações começaram após o mandatário prometer que assinaria um acordo de associação com a União Europeia (UE), mas desistir do tratado e se aproximar ainda mais da Rússia.    

Parte da população acredita que o acordo com a UE proporcionaria desenvolvimento ao país e reduziria a miséria. Eles também acusam a Rússia por problemas sociais e econômicos locais.    

Nos últimos dias, os confrontos em Kiev tomaram grandes proporções e foram marcados por violência. Segundo os manifestantes, atiradores de elite estariam agindo contra a população civil. Eles afirmam que mais de 100 pessoas morreram e outras 500 ficaram feridas. A imprensa e os organismos internacionais, porém, não sabem o número exato de vítimas devido à contradição das informações oficiais.

Com agência ANSA

Tags: capital, crise, mortes, política, UCRÂNIA

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