Jornal do Brasil

Domingo, 21 de Dezembro de 2014

Internacional

Governo anuncia acordo para fim de crise na Ucrânia

Agência ANSA

O governo e a oposição na Ucrânia anunciaram nesta sexta-feira (21) que chegaram a acordo em conjunto com a União Europeia e a Rússia para acabar com a violência em Kiev.   O acordo prevê eleições presidências antecipadas, um governo de coalizão e uma reforma constitucional nas próximas 48 horas.

Um dos líderes da oposição ucraniana, Oleg Tiaghnibok, confirmou que firmará um acordo com o presidente Viktor Yanukovich para dar fim a grave crise política ucraniana.

O número de mortos registrados nos conflitos dos últimos dias entre manifestantes e policiais chegou a 80, segundo informações oficiais divulgadas pelo ministro ucraniano do Interior, Vitali Zakharcenko. No entanto, os manifestantes afirmam que mais de 100 pessoas teriam morrido e outras 500 estariam feridas em hospitais do país. 

    Ainda hoje os manifestantes ucranianos atiraram contra os policiais perto do Parlamento da capital, informou a policial local.

Por sua vez, o tenente-general Yuri Dumanski, um dos vice-comandantes das Forças Armadas ucranianas, renunciou a seu cargo, por ser contrário à intervenção do Exército nas manifestações em curso no país. 

Muitas unidades de polícia no centro de Kiev estão abandonando suas posições de defesa. Eles estão indo embora em ônibus do Ministério do Interior. Segundo a agência Interfax, cerca de 1400 agentes abandonaram seus postos.

Segundo a agência Interfax, apesar da renúncia do superior, policiais e militares da região de Lviv chegaram à capital Kiev para atuar nos confrontos.

Ontem, a polícia de Transcarpátia, região sul-ocidental da Ucrânia, declarou apoio aos manifestantes. Os comandantes regionais e as tropas especiais prestaram "juramento ao povo" nos prédios e palácios ocupados pelos opositores.

Histórico

 Desde novembro de 2013, milhares de ucranianos estão saindo às ruas para protestar contra o governo do presidente Viktor Yanukovich. As manifestações começaram após o mandatário prometer que assinaria um acordo de associação com a União Europeia (UE), mas desistir do tratado e se aproximar ainda mais da Rússia.

Parte da população acredita que o acordo com a UE proporcionaria desenvolvimento ao país e reduziria a miséria. Eles também acusam a Rússia por problemas sociais e econômicos locais.

Nos últimos dias, os confrontos em Kiev tomaram grandes proporções e foram marcados por violência. Segundo os manifestantes, atiradores de elite estariam agindo contra a população civil. Eles afirmam que mais de 100 pessoas morreram e outras 500 ficaram feridas. A imprensa e os organismos internacionais, porém, não sabem o número exato de vítimas devido à contradição das informações oficiais. (ANSA)

Tags: CONFLITO, crise, política, protesto, UCRÂNIA

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